Política

ELEIÇÕES 2026

Riedel e Azambuja prestigiam largada de Viviane Luiza na abertura oficial da campanha

Ex-secretária estadual de Cidadania recebeu governador e ex-governador em ato deste domingo

Continue lendo...

A abertura oficial da campanha eleitoral em Mato Grosso do Sul colocou a candidata a deputada federal Viviane Luiza (PSDB) entre os nomes prestigiados pelo governador Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador e candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL). 

Os dois participaram da agenda de lançamento da ex-secretária estadual de Cidadania neste domingo (16), dentro de uma série de compromissos com candidatos proporcionais da coligação.

A presença das duas principais lideranças do grupo político no ato de Viviane reforçou a candidatura da ex-secretária logo na largada da disputa. Ela destacou que a relação política e administrativa com Riedel e Azambuja começou ainda em 2015 e atribuiu o apoio ao trabalho desenvolvido durante sua passagem pelo Governo do Estado.

“Fortalece aquela construção que nós temos desde 2015. Acredito no trabalho que fiz enquanto gestora pública. Fui testada e fizemos um trabalho nos 79 municípios, segmentado para juventude, indígenas, quilombolas e mulheres”, afirmou.

Segundo Viviane, a participação de Riedel e Azambuja no lançamento também representa uma demonstração de confiança em sua candidatura e na ampliação da presença feminina nos espaços de poder.

“Ter os dois aqui é realmente a confirmação de que foram eles que me colocaram nesse espaço para a disputa, por acreditarem que mulheres nos espaços de decisão e poder são importantes”, declarou.

Riedel explicou que decidiu concentrar o primeiro dia oficial de campanha nos atos promovidos pelos candidatos a deputado federal da coligação. Antes de participar da agenda de Viviane, esteve em outro lançamento e, na sequência, seguiria para compromissos com outros nomes da chapa.

“Começou com os federais que estão fazendo atos hoje. Como a gente não tem como estar em todas as agendas, optamos por não fazer uma nossa e deixar que todos fizessem as suas. Eu hoje vou ao máximo possível de agendas dos nossos federais”, explicou o governador.

Riedel ressaltou que a campanha majoritária será dividida entre compromissos eleitorais e sua rotina administrativa à frente do Governo do Estado. Neste domingo, por exemplo, ele tinha compromisso oficial em Furnas do Dionísio e participação à noite no Bon Odori, em Campo Grande.

“A gente vai ter que se virar nos 30 entre as agendas de campanha e as agendas de governo”, afirmou. Para os próximos 45 dias, Riedel disse que pretende priorizar o contato direto com os eleitores, por meio de reuniões, carreatas, encontros e agendas de imprensa.

“Acho que é andar, conversar com as pessoas, seja em forma de reunião, seja em carreata, levar nossa mensagem”, disse.

Reinaldo Azambuja também participou da movimentação de abertura da campanha dos candidatos proporcionais. Ele afirmou que pretende percorrer o maior número possível de lançamentos e ações eleitorais, lembrando que a coligação reúne mais de 200 candidaturas.

“Política ninguém faz sozinho, faz em grupo. As proporcionais levam o nome do governador e da campanha do Senado, então todas as candidaturas são importantes”, afirmou.

Azambuja disse que iniciou as atividades eleitorais ainda na noite anterior, em Paranaíba, e que neste domingo teria uma sequência de compromissos em Campo Grande e Maracaju. Para ele, a campanha deve manter um caráter propositivo, evitando ataques aos adversários.

“Acho que a gente não tem que fazer campanha atacando ninguém. Vamos falar das possibilidades e dos avanços de Mato Grosso do Sul”, declarou.

Participação feminina

Ex-secretária estadual de Cidadania, Viviane Luiza afirmou que pretende fazer da defesa de direitos, da equidade, da promoção social, do desenvolvimento humano e da educação os principais eixos de sua campanha para a Câmara dos Deputados.

“O foco é a pauta que eu trabalho há mais de duas décadas, que é a garantia de direitos, a promoção da equidade, a promoção social, o desenvolvimento humano, desde a cidadania e as mulheres e, claro, sem deixar de passar pela educação”, explicou.

Ela também destacou a possibilidade de Mato Grosso do Sul ampliar significativamente a representação feminina na Câmara Federal. Para Viviane, a presença de mais mulheres no Legislativo fortalece a pluralidade política.

“São mulheres fortes, capacitadas. Quando colocamos a equidade dentro da Câmara Federal, estamos dizendo que acreditamos que as mulheres também precisam e devem estar nesses espaços. Isso é pluralidade e representatividade”, afirmou.

Ao explicar a decisão de disputar uma eleição pela primeira vez, Viviane afirmou que passou anos avaliando a possibilidade de entrar para a política eleitoral e que decidiu concorrer por acreditar na necessidade de renovação.

“Foram anos repensando e acreditando que nós precisamos ocupar esses espaços da política quando acreditamos na boa política. De tempos em tempos, em todos os espaços, precisa haver renovação”, disse.

Viviane também pretende explorar durante a campanha sua trajetória pessoal e profissional. Ela lembrou que veio da periferia, foi mãe solo e chegou à gestão pública antes de decidir disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

“Venho de uma história improvável, da periferia, mãe solo. Quero mostrar que é possível que mais pessoas que vêm desses espaços também estejam nos lugares de poder e decisão”, afirmou.
 

POLÍTICA

'Lula se apequenou em processo', diz Flávio sobre tarifas de reciprocidade contra EUA

O candidato à presidência da república disse que Lula "está pensando na eleição e não na nossa nação"

15/08/2026 20h00

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

Continue Lendo...

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de irresponsável, após o início do processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica em resposta ao tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. "Alguém que atirou pedras, provocou (os EUA) a todo o momento, xingou pessoas que são do governo americano, agrediu gratuitamente o governo americano", disse, durante uma visita a uma padaria na Barra da Tijuca (RJ), neste sábado, 15.

Segundo Flávio, Lula se apequenou em todo o processo e "está pensando na eleição e não na nossa nação".

O Ministério das Relações Exteriores notificará o governo dos Estados Unidos e solicitará a abertura de consultas diplomáticas A Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) já compartilhou o pleito com os demais integrantes do Comitê-Executivo de Gestão.

A Secretaria-Executiva da Camex tem até 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para preparar um relatório e indicar se a situação se enquadra nas hipóteses previstas na Lei da Reciprocidade. O documento será analisado pelo Comitê-Executivo de Gestão da Camex, que tem mais 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para decidir sobre o enquadramento.

Filiação ao Missão

Flávio também comentou a filiação fraudulenta ao partido Missão. "Acho que tentaram filiar alguém com voto em um partido sem votos. Obviamente, eu não pedi pra que isso acontecesse, foi uma fraude do lado de lá, eu espero que a polícia, de verdade, investigue e responsabilize os culpados porque é um crime previsto no código eleitoral."

Na sexta-feira, 14, o Missão afirmou ter reunido registros técnicos que podem ajudar a identificar quem realizou a filiação Na petição encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido afirma que seu setor técnico conseguiu recuperar informações relacionadas ao cadastro atribuído a Flávio Bolsonaro, como o endereço de IP utilizado para realizar a operação em 2 de agosto, às 9h05.

ELEIÇÕES

Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16 anos

Cerca de 9,2 milhões de jovens entre 16 e 24 anos devem votar em 2026

15/08/2026 15h00

Em 16 anos, número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões

Em 16 anos, número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões Reprodução / TSE

Continue Lendo...

O envelhecimento da população brasileira já impacta o perfil do eleitorado, com diminuição de 22% dos votantes com idade entre 16 e 24 anos, considerando o período de 2010 a 2026. O levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Além da redução proporcional, também houve recuo em números absolutos. A quantidade de brasileiros com menos de 24 anos que podem comparecer às urnas caiu 5,5 milhões. Eram 24,7 milhões eleitores nesta faixa etária, em 2010, contra 19,2 milhões, em 2026. 

Como o número total de eleitores no país aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período, a participação dos jovens teve uma queda abrupta: de 18,2% para apenas 12,5% do eleitorado.

"Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força, principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski. 

Segundo dados do TSE, o número de idosos com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010. Atualmente eles correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas. 

Campanhas

O professor do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, avalia que as campanhas presidenciais ainda não deram indicativo de como vão tratar o grupo de jovens.

"Em 2022 houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de jogos com isenções, apareceram", afirma.

Ele acredita que as principais candidaturas à Presidência da República, a medida que avancem nas pesquisas, tendem a buscar mais esse público. Em campanhas proporcionais, como a de deputados, ele acredita que pode haver um olhar mais focado aos jovens, que pode ser um nicho importante para algumas candidaturas. 

As prioridades do voto jovem seguem as mesmas tendências de eleições anteriores, aponta Fernandes. Ele procura, principalmente, o primeiro emprego e formação profissional. São vários contextos de vida que podem moldar esse voto, de acordo com a situação econômica das famílias, a região em que vivem ou os grupos sociais e instituições que frequentam. Ao mesmo tempo, sua visão eleitoral pode ser mais influenciada por discursos que remetem a grandes mudanças, afirma o especialista.

"Não são os partidos que vão chamar atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem", aponta Fernandes. 

Ele ressalta, entretanto, que esse discurso pode "enganar" o eleitor mais novo, pois "nem toda vez é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade", critica o professor. Ele ressalta, ainda, que o eleitor jovem não pode ser tratado como um  grupo homogêneo.

"Isso pode ter uma diferença, por exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente financeira, busca mais a mudança", complementa.

Engajamento

Outro destaque do levantamento da Nexus é o engajamento nas urnas. Entre os brasileiros 18 a 24 anos, em que o voto é obrigatório, o percentual de comparecimento no primeiro turno foi de 78,5%. Já entre os jovens de 16 e 17 anos, que não têm obrigação de votar, 82,9% foram às urnas. A média de comparecimento no país, no último pleito, foi de 79,1% dos eleitores aptos a votar.

Sul e Sudeste são "mais velhos"

A pesquisa apontou ainda que as regiões Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas. Nelas, estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O estado "mais velho" é o Rio Grande do Sul, onde eleitores até 24 anos representam apenas 9% do eleitorado.

Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Santa Catarina (11%), Espírito Santo (11%), Minas Gerais (11%) e Paraná (11%). Na outra ponta, Roraima, Acre, Amapá e Amazonas são os estados com maior proporção de jovens aptos a irem às urnas, com 18% cada. Em seguida aparecem ainda Maranhão (17%), Pará (16%) e Tocantins (16%).

“O Brasil está diante de uma nova geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais estratégias políticas”, observa Tokarski. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).