Política

Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

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Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

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Negativa

Moraes nega prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um impeditivo para que ele seja solto

02/03/2026 15h45

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Ministro do STF, Alexandre de Moraes Divulgação

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira (2) pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na decisão, o Moraes disse que as instalações da Papudinha, em Brasília, onde o ex-presidente está preso, oferecem atendimento médico adequado.

Além disso, o ministro afirmou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, ocorrida no ano passado, também é um impeditivo para que o pedido da defesa de Bolsonaro seja atendido.

Defesa

A defesa alegou que as instalações da prisão não estão aptas para dar tratamento médico adequado a Bolsonaro, que passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e tem diversas comorbidades em decorrência da facada desferida contra ele na campanha eleitoral de 2018.

Ao analisar o pedido, Moraes disse que as instalações da Papudinha são adequadas para atender Bolsonaro em caso de emergência.

“As condições e adaptações específicas da unidade prisional atendem, integralmente, as necessidades do condenado, com a possibilidade e efetiva realização de serviços médicos contínuos, com múltiplos atendimentos diários, realização de sessões de fisioterapia, atividades físicas, assistência religiosa, além de garantir ao réu, em absoluta garantia do princípio da dignidade da pessoa humana”, disse o ministro.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes.

*Com Agência Brasil 

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Conflito no Oriente Médio

Ex-vereador "preso" em Dubai viu míssil abatido e relata apreensão

Com o espaço aéreo fechado, o retorno previsto para esta segunda-feira (02) foi cancelado devido o conflito entre Estados Unidos e Irã

02/03/2026 13h22

Crédito: Câmara Municipal de Campo Grande

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Com o espaço aéreo fechado em Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos, após o ataque perpetrado pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, o ex-vereador Sandro Benites acabou ficando preso em meio ao bombardeio.

A escalada no Oriente Médio tomou outros contornos com a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. O agravamento do conflito fez com que o país bombardeasse os Emirados Árabes com drones.

Atualmente à frente da Fundação Municipal de Esportes de Campo Grande (Funesp), Sandro Benites relatou, em conversa com o Correio do Estado, que a previsão de retorno ao Brasil era nesta segunda-feira (02), mas o aeroporto segue fechado.

“Perdi meu voo, né? O aeroporto está fechado, mas fechado mesmo. Ninguém entra e ninguém sai. Não tem ninguém para sair também. Está escuro lá”, contou Sandro.

Enquanto Dubai segue aparentemente tranquila, com tudo funcionando normalmente, conforme ele relatou, por outro lado é possível ouvir explosões de mísseis.

“Alguns mísseis a gente ouve. Ontem eu vi um sendo abatido. Mas aqui é um canteiro de obras, com centenas de prédios sendo construídos em Dubai, e o serviço de táxi permanece, shopping aberto. É só apreensão. É muito ruim ficar nessa ansiedade, querer voltar o mais rápido possível e não conseguir.”

Durante a madrugada, por volta das 2h, Sandro contou que os hóspedes chegaram a ser acordados e informados da possibilidade de descer ao bunker do hotel, por segurança.

“Meu nível de estresse subiu muito hoje. Fica a expectativa de poder voltar para o país, sair o mais rápido possível daqui”, pontuou Sandro. E completou:

“Não tem o que fazer. Ontem, às 2h da manhã, chamaram todos para ir ao saguão do hotel. Parece que tem um bunker aqui embaixo, mas não foi necessário.”

Até o momento, Sandro Benites buscou informações com outros brasileiros que estão no local e com funcionários do hotel, mas não entrou em contato com autoridades brasileiras. Em Dubai, há um Consulado Honorário do Brasil, localizado na Baniyas Road.
 

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