Política

BANCADA DE MS

Privatização dos Correios divide senadores em Mato Grosso do Sul

Simone Tebet é contra, Soraya Thronicke é favorável e Nelsinho Trad ainda não se decidiu sobre estatal

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Após ser aprovado na Câmara dos Deputados, o texto-base da privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (EBCT) será analisado pelo Senado. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ainda não estabeleceu uma data para colocar o texto em pauta.  

A matéria, porém, já é discutida pelos senadores de Mato Grosso do Sul. Dos três representantes do Estado, apenas Simone Tebet (MDB) se mostrou contrária à proposta, avaliando a decisão como “absurda”. Soraya Thronicke (PSL) é favorável, e Nelsinho Trad (PSD) disse que o partido tomará uma decisão em conjunto.

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CONTRÁRIA  

Simone Tebet já havia se posicionado em um vídeo gravado para o sindicato dos Correios, mas reforçou que é contra a proposta e que a estatal não é um monopólio lucrativo, e sim de bem-estar social.

“Eu vou contra os que estão defendendo exatamente por conta de o transporte de encomendas já não ser um monopólio estatal, existem várias empresas que atuam neste segmento. A privatização vai desestabilizar todas as bases estruturadas no território nacional, não por conta do lucro, que é alto, porque essa não é a finalidade nem o objetivo dos Correios, mas, sim, pelo bem-estar coletivo, que vai atender a todos”, frisou.  

Além do posicionamento, a senadora ressaltou que a discussão do projeto de lei do governo federal está ocorrendo em um momento delicado da pandemia de Covid-19 e não tem levado em consideração a vontade popular.  

“Acontece que estão aproveitando esse momento para ‘passar a boiada’, sem questionar se todos estão de acordo com a perda de serviços essenciais como o dos Correios. Aqui no Senado é diferente, vamos trabalhar para ouvir o povo, e tudo indica que vamos trabalhar para que o retrocesso e a perda de direitos não evoluam”, completou Tebet.

INDECISÃO

Nelsinho Trad não se pronunciou sobre a privatização dos Correios e disse que aguarda uma opinião conjunta da bancada do PSD para dar um parecer favorável ou contrário.  

“Como eu sou líder da bancada do partido no Senado, tenho o compromisso de, com os parlamentares, ouvir e decidir de forma concisa o nosso posicionamento. Não posso passar na frente, porque alguns entendem que não é uma privatização, e sim capitalização da iniciativa privada. Prefiro me abster de qualquer posicionamento até ouvir a minha bancada”, disse Nelsinho.

FAVORÁVEL

Base de apoio do governo federal, Soraya Thronicke destacou ser favorável à privatização e rebateu que o plano de desestatizações é um avanço para o Brasil.  

“Desestatizar algumas empresas é importante para a retomada do crescimento econômico brasileiro. Precisamos desse avanço, e eu sou favorável a essa proposta que possibilita a privatização dos Correios. Precisamos falar sobre isso para que o Brasil avance cada vez mais nestas questões”, afirmou Soraya.  

A senadora também pontuou que todo o sistema das estatais foi alvo de corrupção e é preciso que se enxugue a “máquina pública”. 

“Precisamos enxugar a máquina pública e, principalmente, incentivar a livre concorrência. As pessoas que são contra não entendem que o sistema gera milhões, então, privatizar é uma questão de avanço para nós brasileiros”, completou a senadora do PSL.  

O PROJETO DE LEI

As desestatizações vêm ganhando cada vez mais força dentro do governo Bolsonaro, que mira, além dos Correios, mais 89 estatais com propostas de privatizações. O projeto de lei apresentado pelo governo federal foi elaborado pelo Ministério da Economia.

A privatização da EBCT teve o texto-base aprovado na Câmara dos Deputados na quinta-feira (5) e segue para análise no Senado.  

No caso dos Correios, o projeto de lei autorizará a exploração dos serviços prestados pela estatal pela iniciativa privada. 

Além disso, criará ainda um marco regulatório para o setor e determinará regras gerais para o Sistema Nacional de Serviços Postais (SNSP), incluindo direitos e deveres dos consumidores e normas genéricas para empresas privadas que entrarem no mercado postal.

A privatização dos Correios estava sendo bastante debatida na Câmara desde sessões anteriores e, como esperado, ganhou ainda mais força com os partidos do Centrão – que são do bloco de apoio do governo federal.

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Operação Jogo Limpo

Marcio Fernandes diz que dinheiro apreendido seria utilizado para pagar funcionários de fazenda

Deputado teve o celular apreendido enquanto saia de uma agência bancária em frente ao Shopping Campo Campo Grande

25/09/2026 16h00

Parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande

Parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande Fotos: Alems e Policia Federal

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Alvo de operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25), o deputado Marcio Fernandes (PL) disse ao Correio do Estado que foi surpreendido pelos agentes federais enquanto sacava R$ 100 mil para pagar funcionários de fazenda. A ação apura possível prática dos crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral. 

O parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo Grande quando foi abordado pelos oficiais. 

Ao ser questionado sobre o saque, Fernandes disse ter ido ao banco buscar o dinheiro justamente para pagar trabalhadores que não recebem via PIX, verba segundo ele, provisionada há uma semana. 

"Valor estava provisionado para o pagamento de despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha", destacou a assessoria do deputa em nota. 

Em meio ao imbróglio, a Polícia Federal realizou buscas na casa do deputado, situada no Royal Park, contudo, segundo ele, não encontrou nada.

Foram apreendidos diversos maços de dinheiro no comitê de campanha do deputado estadual, escritório localizado no bairro Chácara Cachoeira. Dezenas de cédulas com notas de R$ 50 e R$ 100.

Neste momento, a polícia ainda contabiliza o montante apreendido, contudo, a estimativa é de que mais de R$ 250 mil tenham sido confiscados. Segundo a polícia, foram apreendido ao todo três celulares e um pen drive, além de material de campanha. 

Em contato com o Correio do Estado, o advogado de defesa de Márcio Fernandes, Assahd Milan disse estar retornando de São Paulo e desconhece o mote das investigações.

"Não tive acesso às investigações", declarou. Marcio Fernandes prestou esclarecimentos à Policia Federal e foi liberado na sequência. 

Parlamentar teve o celular apreendido e estava em uma agência do Banco do Brasil situada em frente ao Shopping Campo GrandeAção ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) / Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

De início, a assessoria de imprensa do parlamentar alegou  que apesar do ocorrido, não havia qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". A assessoria mantém a versão de que nenhum dinheiro foi encontrado no comitê de campanha. 

A equipe frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Íntegra da nota divulgada pelo deputado 

O deputado estadual e candidato a reeleição pelo Partido Liberal (PL), Marcio Fernandes, esclarece os fatos relacionados à ação da Polícia Federal nesta sexta-feira (25).

Por volta das 11h, o deputado realizou, em uma agência do Banco do Brasil, o saque de R$ 100 mil de sua conta pessoal. O valor havia sido previamente provisionado junto ao banco e seria usado em despesas relacionadas às suas propriedades rurais. Ao deixar a agência, ele foi abordado por agentes da Polícia Federal e acompanhou o cumprimento de mandado eleitoral em sua residência e em seu comitê de campanha.

Além do valor sacado e do aparelho celular do deputado, foram recolhidos em sua residência um pendrive com arquivos da campanha eleitoral de 2020. No comitê, as equipes levaram dois HDs externos com imagens, dois notebooks e material gráfico de campanha. Itens de uso regular de qualquer campanha eleitoral, e nada de irregular foi encontrado nos locais.

O deputado Marcio Fernandes reitera seu compromisso com a verdade e se coloca à inteira disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento. Reafirma também a lisura de sua conduta, que sempre pautou sua vida pessoal e sua trajetória profissional e pública.
 

Período eleitoral

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

Colaborou Daniel Pedra 

*Atualizado às 16h40 para acréscimo de informações

Eleições 2026

Comitê de deputado Marcio Fernandes é alvo da Polícia Federal às vésperas da eleição

Até o momento, Polícia Federal não deu esclarecimentos sobre o ocorrido

25/09/2026 13h30

Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25)

Ação ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira (25) Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O Comitê de Campanha do deputado estadual Marcio Fernandes (PL) foi alvo de busca pela Polícia Federal no início da tarde desta sexta-feira (25). Ele disputa a reeleição em 2026. 

Ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa do parlamentar disse que apesar do ocorrido, não houve qualquer interconrrência para além da "batida" policial, considerada como "rotina". Além disso, frisou que a polícia federal também agiu em outros comitês parlamentares espalhados pela Capital.

"Está tudo certo, foi uma ação de rotina, sei que foi em vários comitês, vendo se está tudo certo, passaram por aqui e já foram embora. Está tudo legal aqui, sem maiores problemas", destacou a assessoria do parlamentar. 

A ação ocorrida no Bairro Chácara Cachoeira acontece menos de 10 dias do primeiro turno, marcado para o próximo dia 4 de outubro. 

Cabe destacar que os candidatos não podem ser detidos ou presos até 6 de outubro. A prisão nesse período só pode acontecer em caso de flagrante delito.

A proteção está prevista no Código Eleitoral, uma vez que os candidatos não podem ser presos a partir de 15 dias antes da eleição até 48h depois da votação.

Até o momento da publicação desta matéria, a Polícia Federal não deu maiores esclarecimentos sobre o ocorrido. 

Se ocorrer a prisão de um candidato, ele deverá ser imediatamente conduzido à presença de um juiz competente, que irá avaliar a legalidade da detenção. Se constatar ilegalidade, o juiz deverá determinar a soltura imediata, além de poder responsabilizar o autor da prisão.

Mesmo que a detenção em flagrante delito seja confirmada, o candidato poderá concorrer às eleições, pois a legislação exige condenação por órgão colegiado ou trânsito em julgado (condenação definitiva) para impedir o direito de disputa.

*Atualizado às 13h50

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