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ELEIÇÕES

Simone Tebet tenta reverter desvantagem no “corpo a corpo”

Parlamentar afirma defender um Senado mais democrático
27/01/2021 10:00 - Clodoaldo Silva


Para reverter a desvantagem na disputa pela presidência do Senado Federal em relação ao senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato apoiado pelo Palácio do Planalto, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) vai intensificar o “corpo a corpo” nos próximos dias e defender um Senado mais democrático na definição da pauta de votações. 

De acordo com placar do Estadão, Pacheco tem 33 votos públicos e Tebet aparece com 27 votos. A eleição vai ser na segunda-feira, dia 1 de fevereiro.

Para se eleger são necessários 41 votos, por isso os 18 parlamentares que não responderam à pesquisa do Estadão – a eleição é secreta – podem definir a disputa para qualquer um dos lados. Os outros dois candidatos são Major Olímpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO), mas que tem pouca expressão.

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Neste placar, Simonet Tebet tem uma vantagem sobre Pacheco no quesito fidelidade partidária. Dos 28 senadores que integram os partidos fechados oficialmente com ela, 23 já declaram que a apoiam. Enquanto que Pacheco tem 30 dos 41 parlamentares cujas bancadas anunciaram apoio a ele. O PSDB e o Partido Rede liberaram suas bancadas.

INDEPENDÊNCIA

Com um discurso de independência, mas não de oposição ao governo federal, Simone tem assumido posturas e críticas mais firmes à gestão do presidente Jair Bolsonaro, mas declarou que o momento não é oportuno para um impeachment. 

A estratégia foi adotada como forma de se contrapor a Pacheco, defendido também pelo atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é aliado do governo Bolsonaro.

Nesta reta final, para conquistar os votos necessários à sua eleição, a senadora afirmou que “estou intensificando o contato com os colegas. Cheguei em Brasília ontem [segunda-feira] e ficarei direto até o dia das eleições”.

Explicando que no “domingo à noite, encaminhei uma carta com minhas propostas de campanha a todos os senadores. Ao meu lado, tenho a defesa das instituições independentes e harmônicas, a democratização dos procedimentos da Casa na elaboração da pauta, com a retomada das reuniões do Colégio de Líderes, e um espaço maior para acatar as demandas da bancada feminina”.