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STF estabelece fim do processo de Bolsonaro, Torres e Ramagem

Próximo passo será execução das penas; réus não apresentaram embargos

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou há pouco o fim do processo da trama golpista para o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem. 

Com a decisão, o próximo passo será a execução das penas. 

O trânsito em julgado do processo foi reconhecido após os três réus não apresentarem os segundos embargos de declaração. O prazo terminou nesta segunda-feira (24).

No dia 14 deste mês, por unanimidade, a Primeira Turma da Corte rejeitou o primeiro recurso de Bolsonaro e de mais seis réus do Núcleo 1 da trama, que também foram condenados.

Prisão


No último sábado (22), Bolsonaro foi preso preventivamente por tentar violar a tornozeleira eletrônica. Desde 4 de agosto, o ex-presidente estava em prisão domiciliar, que foi decretada no inquérito sobre o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras, outro processo em que ele é investigado. 

Após passar por uma audiência de custódia, o ex-presidente confessou que usou um ferro de solda para violar o equipamento e disse que teve um surto devido ao uso de medicamentos. 

Com a declaração do trânsito em julgado, a prisão de Bolsonaro passará a ser definitiva, e não preventiva. Dessa forma, ele cumprirá a pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista. 

O local da prisão também poderá mudar. Atualmente, Bolsonaro está custodiado em uma sala da superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. Se a pena for executada, o ex-presidente poderá ser enviado para uma ala do presídio da Papuda. 

Contudo, diante do estado de saúde de Bolsonaro, a defesa poderá solicitar que o ex-presidente seja mantido na superintendência ou volte para a prisão domiciliar. 

Torres


Ontem, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal da Justiça Anderson Torres pediu ao Supremo para ficar preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Condenado a 24 anos de prisão, Torres recorre da sentença em liberdade, sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica.

Ramagem


O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) já está com a prisão decretada. Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou a prisão do parlamentar após o site PlatôBR informar, na última quarta-feira (19), que ele fugiu para Miami, nos Estados Unidos. 

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, Ramagem foi condenado na ação penal da trama golpista a 16 anos de prisão e recorre em liberdade. 

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"Missão"

Após carta de Bolsonaro, Pollon confirma pré-candidatura ao Senado

Em meio a anotações de que teria se "vendido", Pollon disse que pré-candidatura é uma missão e não um projeto de ego

01/03/2026 14h45

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Após a divulgação de uma carta do ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio ao deputado federal Marcos Pollon (PL), ele mesmo confirmou publicamente sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul. Em nota publicada nas redes sociais, afirmou receber a manifestação do presidente “com honra, surpresa e profunda responsabilidade”.

“Coloco-me, portanto, como pré-candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, por determinação do meu presidente Jair Bolsonaro, com a mesma determinação que sempre tive”, declarou.

A carta foi divulgada neste sábado (28) pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter feito a publicação a pedido do ex-presidente, após encontrá-lo.

No texto manuscrito, Bolsonaro escreve: “Pelo seu caráter, honra e dedicação enquanto deputado federal, o meu candidato será Marcos Pollon”.

Em sua postagem, Michelle afirmou: “A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, [Naiane Bittencourt] é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul”.

Na nota, Pollon reforçou alinhamento ao ex-presidente e ao grupo político. Segundo ele, sua decisão não está vinculada a interesses pessoais.

“Sempre afirmei que seria pré-candidato àquilo que Jair Bolsonaro determinasse, porque pré-candidatura não é projeto de ego, é missão. Ela nasce de um propósito coletivo, de um projeto maior de Brasil, de um grupo que decidiu enfrentar o sistema, resgatar valores e reconstruir o país depois de anos de desgoverno e ataques à nossa liberdade”, explicou.

O deputado também afirmou que a eventual candidatura ao Senado tem como objetivo fortalecer a atuação da Casa.

“Não se trata apenas de uma pré-candidatura ao Senado. Trata-se de fortalecer uma Casa que precisa ter coragem para enfrentar abusos, defender a liberdade e proteger o povo brasileiro. Disse desde o início que qualquer definição sobre meu futuro político passaria pela orientação do nosso líder. Porque mandato não é vaidade. Mandato é responsabilidade. E responsabilidade se exerce com lealdade”, completou.

Pollon ainda agradeceu publicamente ao ex-presidente pela confiança demonstrada.

“Gostaria muito de poder abraçar pessoalmente o presidente neste momento e agradecer pela confiança que sempre demonstrou ao longo da nossa caminhada. Ainda não me foi permitido visitá-lo, mas sigo firme, com a fé inabalável de que a verdade sempre prevalece”, ressaltou.

R$ 15 milhões

A confirmação da pré-candidatura ocorre em meio à repercussão de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo rascunho obtido pela Folha de S.Paulo, feito durante reunião nesta semana, ao lado do nome de Pollon estaria escrito à caneta: “Pollon (pediu 15 mi p/ não ser candidato)”.

O documento listaria cenários eleitorais e possíveis candidatos do partido em todos os estados. Ao comentar o caso, Pollon negou a informação e reagiu com ironia.

“Não consigo parar de rir. Desde que eu fiquei sabendo disso eu achei tão absurdo que não consigo nem responder. O conteúdo é totalmente irreal”, disse nas redes sociais.

Histórico 

Ao reafirmar apoio ao ex-presidente, Pollon disse que "gratidão é algo que não prescreve." 

“Gratidão não prescreve. Foi Jair Bolsonaro quem abriu caminho para que muitos de nós chegássemos até aqui. Foi ele quem confiou, quem acreditou e quem deu voz às pautas que sempre defendemos. Meu compromisso sempre foi com esse projeto de Brasil e com as pessoas que confiaram em nós."

No fim de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação de grupos da direita em Mato Grosso do Sul, indicando tendência de “voto casado” na disputa ao Senado. Nesse cenário, os nomes mais cotados seriam o de Capitão Contar (PL) e o próprio Pollon, apontados como representantes da ala mais ideológica do partido no Estado.

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Manifestação

Acorda Brasil leva apoiadores da direita às ruas de Campo Grande

Mobilização articulada pelo PL reuniu manifestantes na Praça do Rádio Clube e incluiu críticas a ministros do STF e apoio a Bolsonaro

01/03/2026 13h30

asdsad

asdsad Fotos: Divulgação

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Lideranças da direita e pré-candidatos às eleições deste ano foram às ruas na manhã deste domingo (1º), em Campo Grande, em apoio à mobilização nacional "Acorda Brasil".

A manifestação, convocada para mais de 20 cidades do país, reuniu apoiadores na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, e teve como foco críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e demonstrações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a aliados.

Entre as lideranças presentes estavam o deputado federal Rodolfo Nogueira e sua esposa Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados, o vereador de Campo Grande André Salineiro, a pré-candidata a deputada federal  Luana Ruiz, além dos deputados Coronel David e João Henrique Catan, pré-candidato ao Governo. 

De modo geral, a manifestação questionou à condução econômica do país, fez críticas à carga tributária e a cobrança para que o Congresso Nacional avance na análise de requerimentos já protocolados.

Coronel David reiterou seu posicionamento de oposição ao governo federal e afirmou que a mobilização popular constitui "instrumento legítimo de participação democrática".

Articulado nacionalmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o movimento incluiu críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de questionamentos sobre decisões recentes da Corte.

Em Mato Grosso do Sul, por causa do calor, o ato foi antecipado para o período da manhã, diferente do restante do país, onde as mobilizações ocorrem nesta tarde.

Vestidos de verde e amarelo, manifestantes exibiram bandeiras do Brasil e faixas com frases como "Reaja Brasil". Cartazes de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro também marcaram presença.

A organização estimava reunir cerca de mil pessoas na Capital, incluindo participantes que adeririam posteriormente a uma carreata até a região da Via Parque.

Atualizado às 14h20* 

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