Política

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Valor de R$ 28,6 milhões do X chega à conta especificada por Moraes

A medida abre determinação do X retornar a funcionar no país

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Os R$ 28,6 milhões em multas aplicados à rede social X (antigo Twitter) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foram transferidos da Caixa Econômica Federal para o Banco do Brasil.

A medida é uma determinação de Moraes, que havia afirmado na última sexta-feira (4) que o pagamento tinha sido feito em uma conta errada e pedido a sua regularização. A transferência abre caminho para que a plataforma de Elon Musk possa voltar a ser acessada do Brasil.

Moraes disse, na ocasião, que transferência não foi realizada corretamente para a conta do Banco do Brasil vinculada ao processo, "em que pese sua existência ser de pleno conhecimento" do X.

"Há, portanto, necessidade de regularização do depósito realizado pela X Brasil internet Ltda para que haja o efetivo e integral adimplemento das multas", afirmou Moraes na decisão.

Moraes determinou que a Caixa procedesse a transferência imediata do valor para a conta do Banco do Brasil, o que já foi feito.

Os advogados da empresa de Musk afirmaram que o X "jamais foi intimado a efetuar o referido pagamento por meio de depósito" no Banco do Brasil, que teria sido orientado pelo próprio tribunal a efetuá-lo na Caixa e que a transferência dos valores para o BB é "mera providência administrativa".

Reiteraram o pedido de debloqueio da plataforma e que essa decisão deve ser tomada por Moraes sem a manifestação prévia da PGR (Procuradoria-Geral da República).
O X havia sido multado, inicialmente, em R$ 18,3 milhões por ter descumprido decisões de derrubadas de perfil.

Esses valores chegaram a ser bloqueados por Moraes, como garantia de pagamento, tanto das contas da empresa como da Starlink, da qual Musk também é também acionista.
Mas a plataforma pagou integralmente a sanção, sem precisar usar recursos da empresa de internet via satélite.

A rede social também pagou outros R$ 10 milhões pelos dias em que a rede voltou a funcionar no Brasil. Moraes entendeu que isso aconteceu em decorrência de uma manobra da plataforma.

Além disso, a empresa bancou uma multa de R$ 300 mil aplicada à sua representante legal, Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição.
Desde a segunda metade de setembro, a rede social tenta retomar suas atividades no país. O X saiu do ar no Brasil no fim de agosto, por ordem de Moraes, após se recusar a indicar um representante legal.

 

*Informação da Folhapress 
 

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

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Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

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