De acordo com dados governamentais, o mercado de trabalho formal no Brasil ultrapassa 102 milhões de pessoas empregadas, com a taxa de desemprego na faixa de 6,1%. No entanto, o Ministério da Previdência Social emitiu um sinal de alerta em meio ao crescimento de 823% nos benefícios por incapacidade temporária.
Esse número alarmante tem ligação direta com uma doença progressiva que tem atormentado a vida de milhares de funcionários. Na prática, os afastamentos são potencializados pela Síndrome de Burnout, um distúrbio emocional causado pelo estresse crônico no ambiente de trabalho. Esse problema escancara uma crise de saúde mental em vários estados brasileiros.
Conforme especialistas, a síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. Em contrapartida, a doença pode surgir diante de situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para cumprir com o planejado.
Sintomas que merecem atenção
A problemática maior é que essa doença pode resultar em estado de depressão profunda, o que requer um olhar redobrado para os funcionários. O Burnout envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas. Além disso, pode ser refletido no estresse e na falta de vontade de sair da cama ou de casa.
Os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são:
- Cansaço excessivo, físico e mental;
- Dificuldades de concentração;
- Sentimentos de incompetência;
- Dor de cabeça frequente;
- Alterações no apetite;
- Sentimentos de fracasso e insegurança;
- Alterações repentinas de humor;
- Alteração nos batimentos cardíacos;
- Insônia;
- Negatividade constante;
- Isolamento;
- Dores musculares;
- Pressão alta;
- Sentimentos de derrota e desesperança;
- Fadiga;
- Problemas gastrointestinais.
O que fazer diante da situação?
O diagnóstico da síndrome é realizado por profissionais especializados, após análise clínica do paciente. Nesse contexto, o psiquiatra e o psicólogo devem ser consultados, já que são os mais indicados para identificar o problema e formular o tratamento, conforme cada caso. O trato da doença é feito com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos devidamente prescritos (antidepressivos e/ou ansiolíticos).
Sobretudo, o tratamento normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, a depender do quadro apresentado pelo trabalhador. No mais, é indicado realizar mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida.