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Alcolumbre anuncia votação da PEC da Segurança Pública para quinta-feira

Anúncio foi feito após o plenário aprovar, em dois turnos, outra PEC prioritária para o governo Lula, a que acaba com a escala de trabalho 6x1

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou no período da noite da quarta-feira, 14, o calendário especial da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/2025), que será votada na Casa nesta quinta-feira, 15, em sessão deliberativa a partir das 14 horas. O plenário da Casa aprovou um requerimento que acelera a tramitação da proposta.

Mais cedo, na quarta-feira, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado concluiu a análise da PEC.

O texto-base da PEC havia sido aprovado pela comissão em setembro deste ano, mas faltava a votação dos destaques (propostas de alteração do texto principal) apresentados.

Enviada à Câmara dos Deputados em abril de 2025, a proposta compõe as medidas eleitorais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tem sido citada pelo petista como condição para a criação do Ministério da Segurança Pública.

O texto amplia a cooperação entre municípios, Estados e União, estende a competência da Polícia Federal e cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e o Sistema de Políticas Penais, entre outros pontos.

O calendário de votação da PEC da Segurança foi anunciado após o plenário aprovar, em dois turnos, outra PEC prioritária para o governo Lula, a que acaba com a escala de trabalho 6x1. Dada a comoção em torno dessa matéria, Alcolumbre anunciou que nenhuma outra matéria seria deliberada na quarta.

padroeira

Arcebispo de Aparecida pede desarmamento e atenção à fome e à pobreza

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene. Entre os presentes, estavam o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

13/10/2026 07h01

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica de Aparecida

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica de Aparecida

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Na principal cerimônia religiosa realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), dia da Padroeira do Brasil, o arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva, pediu o desarmamento e atenção à fome e aos pobres. 

Dom Mário fez as declarações no sermão da missa solene das 9h. Entre os presentes, estavam o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da  violência, da solidão. Não pode ficar indiferente diante das famílias feridas, das crianças também feridas, dos jovens sem esperança, dos idosos abandonados. Não podemos ficar indiferentes diante das guerras, da destruição da natureza, e de tantos outros males que nos afetam, que afetam a população do Brasil e do mundo”, destacou o arcebispo no sermão da missa.

Em outro trecho da homilia, o arcebispo pediu o desarmamento e a paz.

“Sabemos que Jesus manda construir a paz. E aqui escutando [o papa] Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, e nem a matar os inimigos”, acrescentou.

Movimentações políticas sobre a padroeira

Após a cerimônia, em entrevista coletiva, Dom Mário foi perguntado se temia que Nossa Senhora Aparecida perdesse o título de Padroeira do Brasil. A polêmica surgiu no mês passado, após a circulação de informações de que grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro teriam manifestado reprovação ao título de Padroeira com abrangência nacional. 

O candidato do PL, no entanto, negou que tenha intenção de destituir Nossa Senhora como padroeira do país.

“Não tenho nenhum temor de que Maria deixará de ter importância que tem na vida do povo brasileiro. O título de padroeira do Brasil foi dado pelo papa em 1930. E proclamado aqui no Brasil, a capital era o Rio de Janeiro, em 31 de maio de 1931. Então já é uma longa data desse título de Maria padroeira do Brasil”, disse. 

O arcebispo, no entanto, admitiu haver movimentações políticas “favoráveis e contrárias”, mas ele não quis “fazer cenários” sobre o futuro.

“Creio que as movimentações políticas favoráveis ou não existem hoje e existirão no decorrer dos próximos anos. É claro que existem vários questionamentos daquilo que poderá acontecer no próximo ano, dependendo das eleições do segundo turno. Mas eu creio que, no momento, não cabe a nós fazer cenários que nos assustem ou que destituam aquilo que estamos vivenciando hoje com muita alegria”.

Romeiros

O dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, foi marcado pela visita de milhares de pessoas à Brasílica na cidade de Aparecida (SP), no Vale do Paraíba. De acordo com estimativas dos administradores do santuário nacional, cerca de 150 mil pessoas deverão passar pelo local hoje. 

No período da novena de Nossa Senhora Aparecida, iniciada há dez dias e encerrada ontem (11), cerca de 500 mil pessoas estiveram no santuário.

A missa solene, das 9h, foi a cerimônia mais disputada pelos romeiros e lotou a basílica. Mesmo durante a celebração, os devotos faziam uma grande fila para passar diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, alocada sobre uma passarela. 

O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, veio a pé, da zona Leste da capital paulista. Caminhou por 172 quilômetros e teve de enfrentar muitas dificuldades para chegar ao santuário. 

“Foram cinco dias caminhando. Foi bem penoso. No caminho, a gente pegou chuva de vento, granizo. No terceiro dia, deu muito sol. Foi bem penoso também, o pessoal teve insolação. Teve o pessoal que pegou infecção intestinal, mas graças ao bom Senhor, a gente conseguiu chegar. Mesmo com as dores, mesmo com as tormentas, chegamos todos bem, realizados com as bênçãos que foram conseguidas”, disse.

Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em uma excursão e disse que pedia a Nossa Senhora uma benção especial ao Brasil, no atual momento de eleição. 

“Vim agradecer e pedir benção para o nosso país, para o momento em que nós estamos vivendo, com essas eleições. Vim de Belo Horizonte e estar aqui é uma emoção muito grande”, ressaltou.

RECORRÊNCIA

Geraldo Neto volta a negar feminicídio contra Gisele Alves em depoimento de 8h

Gisele, de 32 anos, foi baleada na manhã de 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com PM Geraldo Neto, na Barra Funda, em São Paulo

12/10/2026 07h40

Perícia já comprovou que a policial não cometeu suicídio, mas seu ex-companheiro continua negando que seja autor do assassinato

Perícia já comprovou que a policial não cometeu suicídio, mas seu ex-companheiro continua negando que seja autor do assassinato

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Preso suspeito de feminicídio contra a soldado Gisele Alves, em fevereiro deste ano, o tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Neto voltou a negar à Justiça as acusações de ter atirado contra a ex-companheira. As declarações foram dadas durante uma audiência, mesmo um novo laudo complementar reforçar a tese de que Gisele não tirou a própria vida.

Em imagens exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo, 11, o policial afirmou ser inocente e disse que pretende provar que a morte da ex-companheira foi um suicídio. O interrogatório durou mais de oito horas e foi a última oportunidade para que ele apresentasse sua versão antes de a Justiça decidir se será levado a júri popular.

Gisele, de 32 anos, foi baleada na manhã de 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com Geraldo Neto, na Barra Funda, em São Paulo. Os dois estavam sozinhos no imóvel. Segundo a perícia, o disparo que matou a soldado partiu da arma do tenente-coronel.

Desde o primeiro atendimento à ocorrência, Neto sustenta a versão de que Gisele tirou a própria vida. A hipótese, porém, é contestada por três laudos periciais, que descartam o suicídio. A conclusão do documento mais recente é de que seria impossível que a policial tivesse atirado contra a própria cabeça.

O que dizem as perícias

Um dos pontos contestados pelos peritos é a versão de Neto de que, após ouvir um barulho, saiu do banheiro e encontrou a companheira caída na sala. Segundo a reportagem, uma reprodução simulada indicou que uma árvore de Natal posicionada no ambiente encobria a visão do local onde Gisele estava.

O tenente-coronel afirmou que a árvore já não estava ao lado do sofá quando saiu do banheiro e acusou os investigadores de terem alterado sua posição para incriminá-lo. Imagens das câmeras corporais dos policiais militares que atenderam à ocorrência, no entanto, registraram a árvore intacta na sala.

Um bombeiro que socorreu Gisele também relatou ter visto a árvore no local. Ele afirmou ainda que não havia vestígios de água próximo ao banheiro, contradizendo a versão de Neto, que diz ter saído do banho após ouvir o suposto disparo feito pela soldado.

A reportagem também mostrou uma fotografia feita pelo bombeiro que registrou a posição da arma junto à mão da vítima, apoiada sobre a coxa. O socorrista disse ter estranhado a cena.

De acordo com a perícia, Gisele teria sido abordada por trás e imobilizada antes de receber um disparo à queima-roupa. Marcas no queixo da policial também foram citadas entre os elementos analisados.

Sangue foi encontrado no banheiro, em uma toalha e na bermuda de Neto. O tenente-coronel contestou as evidências e alega que a cena foi alterada por agentes que entraram no apartamento.

Mensagens indicam conflitos no relacionamento

A investigação também reuniu mensagens que indicam conflitos entre o casal. Gisele relatava a familiares e amigos que queria se separar porque considerava o companheiro possessivo e ciumento.

Em uma mensagem de áudio enviada 12 dias antes de morrer, a soldado afirmou que Neto havia colocado a mão em seu rosto durante uma discussão.

Questionado sobre a mensagem, o policial negou as acusações e disse acreditar que a ex-companheira teria criado a situação para incriminá-lo. Na versão do tenente-coronel, ela produzia as mensagens no celular dele e enviava a ela, simulando uma conversa de conteúdo tóxico para incriminá-lo.

Outras mensagens recuperadas do celular de Gisele mostram discussões sobre o relacionamento e a possibilidade de divórcio. Em uma delas, Neto teria escrito que tratava a mulher com a autoridade de um "macho alfa", esperando que ela fosse obediente e submissa.

Durante o interrogatório, ele também negou ter enviado parte das mensagens apresentadas na audiência. Ele confirmou, no entanto, ter enviado uma mensagem dizendo o "sexo" com Gisele "era caro", visto que ele sustentava os gastos da companheira.

Apesar de Gisele mencionar repetidamente a intenção de se separar, Neto afirmou que ela não desejava realmente o divórcio. Na audiência, o policial disse que ele próprio queria encerrar o relacionamento.

Defesa pede liberdade

A defesa de Geraldo Neto pediu à Justiça que ele responda ao processo em liberdade. O Ministério Público se manifestou contra a soltura, argumentando que o tenente-coronel poderia usar sua influência para comprometer o julgamento e interferir no depoimento de testemunhas.

O oficial permanece preso preventivamente. Em nota, a defesa afirmou confiar na impronúncia do acusado, decisão que impediria que ele fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Cabe agora à Justiça decidir se há elementos suficientes para que Neto seja levado a júri popular pelo feminicídio de Gisele.

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