Brasil

ESCÂNDALO FINANCEIRO

Centrão chantageou TCU para acabar com liquidação do Master, diz Renan

Senador diz que uma das metas da comissão que supervisiona as investigações é analisar os dados do celular de Daniel Vorcaro

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O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 11, que o grupo de trabalho que supervisiona as investigações sobre o Master requisitará dados do celular do dono do banco, Daniel Vorcaro. O senador também defendeu que o grupo de trabalho comece os depoimentos ouvindo o banqueiro, mas que ainda não há data marcada.

"Para que os trabalhos da comissão sejam produtivos, defendi isso publicamente, acho que deveríamos começar as fases de depoimento ouvindo o Vorcaro", disse Calheiros, após reunir-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin

Segundo Calheiros, durante a conversa, ele reafirmou o pedido de acesso às investigações sobre o caso Master. "Vamos requisitar todas as informações das investigações, porque são várias investigações, para que possamos, com autoridade, colaborar na responsabilização dessas pessoas, mas fundamentalmente aperfeiçoar a legislação, a regulação e a própria fiscalização", disse.

O senador disse ter abordado, no encontro, as conversas que teve com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, que supostamente teria sofrido constrangimento político para interromper as medidas do órgão contra o Master.

"Contei para o ministro Fachin o clima de constrangimento do Tribunal de Contas da União. Eu estive lá, conversei pormenorizadamente com o presidente Vital do Rêgo. O Centrão chantageou um ministro do Tribunal de Contas para que ele acabasse com a liquidação (do Master, feita pelo Banco Central)", continuou.

O senador afirmou ainda que o grupo de trabalho fará o "possível" para elucidar o caso, mas que as atividades não podem ser confundidas com as de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). "Nós não temos papel de polícia, mas nós podemos ter papel na investigação", falou.

Reunião com a PF

Renan Calheiros também se reuniu nesta quarta com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e disse ter solicitado a ele acesso a informações das investigações do Banco Master. "Fizemos uma proveitosa reunião. Nosso objetivo é fortalecer a investigação da Polícia Federal para que, em nenhuma hipótese, haja blindagem. Pedimos acesso a informações, inclusive sigilosas", declarou.

Segundo o senador, Andrei se comprometeu a ceder um assessor técnico para colaborar com os trabalhos do grupo da CAE que supervisiona as investigações do Master.
 

OTIMISMO

Dólar cai para o menor valor em 21 meses, e bolsa bate recorde

Somente neste ano a bolsa brasileira sobiu 15,69%. Nesta segunda-feira o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%

10/02/2026 07h58

Moeda dos EUA fechou em R$ 5,18 nesta segunda-feira, no menor valor desde maio de 2024

Moeda dos EUA fechou em R$ 5,18 nesta segunda-feira, no menor valor desde maio de 2024

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Num dia de euforia no mercado financeiro, o dólar caiu para o menor nível em 21 meses e fechou abaixo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve forte alta e bateu recorde, superando os 186 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 5,188, com queda de R$ 0,032 (-0,62%). A cotação caiu durante toda a sessão, chegando a R$ 5,17 por volta das 13h. A partir daí, investidores aproveitaram para comprar moeda barata, mas a moeda não deixou de operar em baixa.

A moeda estadunidense está no menor nível desde 28 de maio de 2024, quando estava em R$ 5,15. A divisa acumula queda de 5,47% em 2026.

O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 186.241 pontos, com alta de 1,8%. O indicador foi puxado por ações de bancos, de petroleiras e de mineradoras, setores com maior peso no índice.

A última vez em que o Ibovespa tinha batido recorde foi no último dia 3. A bolsa brasileira sobe 15,69% em 2026.

Recomendação da China

O dólar iniciou o pregão em queda frente ao real, acompanhando o movimento no mercado internacional. Possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de dados recentes da economia dos Estados Unidos contribuíram para a queda.

Os números do mercado de trabalho americano, divulgados na semana passada, vieram abaixo do esperado. Isso aumentou as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) volte a reduzir os juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi fez o dólar recuar diante do iene.

O principal fator, no entanto, que pesou no mercado foi a recomendação do governo da China de que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O país asiático é o maior detentor de papéis estadunidenses e pretende diversificar as reservas internacionais.

Essa combinação de fatores fez o dólar cair e a bolsa subir. A moeda estadunidense também cedeu diante de divisas de outros países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno. Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a persistir e pode continuar a beneficiar o câmbio brasileiro nos próximos meses.

corrupção

Brasil mantém pior posição em ranking de corrupção, diz Transparência

O país ficou na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, abaixo da média global e das Américas

10/02/2026 07h42

Brasil obteve apenas 35 pontos entre os 100 possíveis. A média global e das Américas é de 421 pontos neste mesmo ranking

Brasil obteve apenas 35 pontos entre os 100 possíveis. A média global e das Américas é de 421 pontos neste mesmo ranking

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O Brasil manteve em 2025 sua pior colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), elaborado pela ONG Transparência Internacional, e repetiu a segunda pior nota da série histórica, com 35 pontos em uma escala de 0 a 100. O país ficou na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, abaixo da média global e das Américas, ambas de 42 pontos. A variação de um ponto em relação ao ano anterior foi considerada estatisticamente irrelevante, indicando estagnação.

O levantamento divulgado nesta terça-feira, 10, é o principal indicador mundial de percepção da corrupção no setor público. De acordo com a Transparência Internacional, os resultados mantêm o Brasil distante de níveis observados em países com melhor desempenho, como Dinamarca, Finlândia e Cingapura, que lideraram o ranking.

Em paralelo ao IPC, a organização divulgou o relatório Retrospectiva 2025, que aponta agravamento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro e cita casos de macrocorrupção como os esquemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco Master. A entidade afirma que as investigações expuseram falhas estruturais no sistema financeiro e na advocacia, setores apontados como estratégicos para o avanço de práticas ilícitas.

O documento também destaca o aumento do volume de emendas parlamentares, que atingiram valores recordes e ultrapassaram R$ 60 bilhões no orçamento de 2026, consolidando o controle do Legislativo sobre parte significativa dos recursos públicos. Segundo a ONG, o fenômeno representa um movimento de "captura orçamentária" que se estende a Estados e municípios.

O relatório menciona ainda suspeitas envolvendo contratos de alto valor firmados pelo Banco Master com escritórios de advocacia ligados a autoridades do Supremo Tribunal Federal e defende apurações independentes sobre o tema. A Transparência Internacional recomenda a criação de um código de conduta no Judiciário e o fortalecimento de mecanismos de integridade em todos os Poderes.

Apesar do cenário negativo, a organização aponta avanços como a atuação da Receita Federal e do Ministério Público em operações baseadas em inteligência financeira, entre elas a Carbono Oculto, voltada ao combate à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal. Também cita como positivo o controle ampliado de emendas e a rejeição da "PEC da Blindagem" no Senado.

O Brasil figura entre países como Sri Lanka e Argentina, com desempenho semelhante no ranking. Desde 2015, o país permanece abaixo da média mundial e regional.

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