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OUTRA VEZ

Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC

Operação também mirou Marcola, um dos principais chefes do PCC, e vários de seus familiares

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 Uma operação do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira, 21, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra, sob suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A defesa dela ainda não foi localizada para se manifestar.

A operação também cumpre mandados contra Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção, contra o irmão dele e dois sobrinhos. Marcola já estava preso, então passa a responder a mais uma ordem de prisão.

O Ministério Público suspeita que Deolane Bezerra tinha ligação com um esquema de lavagem de dinheiro estruturado por meio de uma transportadora de valores do interior de São Paulo controlado pela facção. Ela foi presa pela manhã em sua residência em Barueri (SP), após ter retornado de uma viagem internacional à Itália.

Em 2024, a influenciadora já havia sido presa em uma investigação sobre suspeitas de crimes envolvendo plataformas de apostas online.

A partir do conteúdo de celulares apreendidos nas investigações sobre o PCC, a Polícia Civil encontrou “indícios de repasses financeiros e conexões” com Deolane.

“Segundo a investigação, a influenciadora passou a ocupar posição de destaque nem razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando da organização criminosa. Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão”, afirmou o MP em comunicado.

Atlas/Bloomberg

Lula lidera com 48,9% no 2º turno; Flávio Bolsonaro tem 41,8%

Pesquisa mostra que divulgação do elo com Daniel Vorcaro fez Flávio perder seis pontos na pesquisa relativa ao segundo turno

19/05/2026 07h05

Na pesquisa anterior do instituto, Lula e Flávio apareciam tecnicamente empatados, com pequena vantagem para o senador

Na pesquisa anterior do instituto, Lula e Flávio apareciam tecnicamente empatados, com pequena vantagem para o senador

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As intenções de votos do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caíram mais de cinco pontos porcentuais no primeiro turno e seis pontos em um eventual segundo turno depois do áudio em que ele pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro vir à tona, mostra pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira, 19.

Com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a liderar a disputa contra Flávio no segundo turno e ampliou a vantagem no primeiro.

Em abril, o cenário de segundo turno apontava empate técnico, com o senador bolsonarista com 47,8% contra 47,5% do petista. Agora, o presidente da República tem 48,9% contra 41,8% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A maior parte dos votos que eram de Flávio passaram para os indecisos, brancos e nulos: o grupo saltou de 4,7% no último levantamento para 9,3%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio - ou seja, as entrevistas começaram no mesmo dia em que o site The Intercept divulgou o áudio com Flávio pedindo dinheiro a Vorcaro para financiar o filme sobre o pai dele.

A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.

No primeiro turno, Lula oscilou de 46,6% para 47%, enquanto Flávio registrou queda de 39,7% para 34,3%. No segundo pelotão, Renan Santos (Missão) tem 6,9%, Romeu Zema (Novo), 5,2% e Ronaldo Caiado (PSD), 2,7%. Augusto Cury (Avante) e Aldo Rebelo (DC) não chegam a 1%. Brancos e nulos somaram 1,4% e indecisos são 1,9%.

Cenário com Michelle 

A Atlas também testou dois cenários alternativos. No primeiro deles, Flávio retira a candidatura, mas ninguém entra em seu lugar. Com essa configuração, Zema vai a 17%, Caiado a 13,8% e Renan a 8%. Lula tem 46,7%. Os índices de brancos e nulos e indecisos aumentam para 6,8% e 4,6%, respectivamente.

No segundo cenário, o senador é substituído pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que marca 23,4%, contra 47% de Lula. Zema tem 10%, Renan Santos, 7,8% e Caiado, 6%

Segundo turno

Além de ganhar de Flávio no segundo turno, Lula bateria hoje Zema por 47,8% a 37,6% e Caiado por 47,5% a 38,5%. A maior vantagem é sobre Renan Santos: 47,8% a 28,4%.

Além dos levantamentos eleitorais, o Atlas também apresentou o áudio de Flávio Bolsonaro com Vorcaro aos respondentes do levantamento no final da pesquisa.

Após questionamentos sobre isso por parte de apoiadores de Flávio nas redes sociais, Andrei Roman, CEO do instituto, explicou que o "áudio é reproduzido depois da conclusão do questionário da pesquisa e portanto não tem nenhum impacto sobre os cenários eleitorais. A ideia é entender em tempo real o impacto do áudio sobre a percepção do eleitorado, com segmentação demográfica".

Popularidade

A pesquisa também mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 51,3% dos eleitores e aprovado por 47,4%. Há ainda 1,3% que não souberam ou não quiseram responder.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado no dia 28 de abril, a desaprovação variou negativamente 1,2 ponto porcentual. Já a aprovação oscilou positivamente 0,6 ponto porcentual.

Os grupos que mais aprovam Lula são os agnósticos e ateus (73,2%), os que são de outras religiões que não o catolicismo e o protestantismo (56,5%), os idosos (56,1%) e os nordestinos (54,8%).

Já os que mais desaprovam o presidente são os evangélicos (74,8%), os que possuem entre 16 e 24 anos (69,9%), os moradores do Centro-Oeste (67,2%) e os moradores do Sul (62,5%).

Na avaliação do governo, 48,4% acham que o governo Lula é ruim ou péssimo, enquanto 42,9% consideram a gestão como ótima ou boa Outros 8,7% consideram a gestão petista como regular.

Em comparação com a pesquisa de 28 de abril, a avaliação ruim ou péssima caiu 2,9 pontos porcentuais. Já a avaliação ótima ou boa oscilou positivamente 0,9 ponto porcentual.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, mediante recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos. Foram aplicados questionários pela internet a 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.

à venda

Banco de Edir Macedo transfere carteira podre e oculta prejuízo

O Digimais não é um banco conhecido do grande público. Não tem agências, nem sequer tem, hoje, a possibilidade de transações em pix

18/05/2026 07h28

O bispo Edir Macedo, da igreja Universal, tenta vender o banco faz mais de um ano

O bispo Edir Macedo, da igreja Universal, tenta vender o banco faz mais de um ano

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O banco Digimais, do bispo Edir Macedo - que está em crise e à venda há mais de um ano -, lançou mão de uma manobra com uso de fundos de investimentos para limpar seu balanço de perdas multimilionárias. Documentos obtidos pelo Estadão e analisados por especialistas mostram que o banco fez com que carteiras de financiamentos com inadimplência de centenas de milhões de reais saíssem de suas demonstrações financeiras. Também vendeu precatórios que estão longe de serem pagos à própria holding de Macedo, em uma transação que pôs auditores em estado de alerta.

O Digimais não é um banco conhecido do grande público. Não tem agências, nem sequer tem, hoje, a possibilidade de transações em Pix. Até 2020, chamava-se Banco Renner, em referência à família gaúcha que fundou as Lojas Renner. Macedo era acionista desde 2009 e, naquele ano, comprou o banco, que foi rebatizado. Sua maior carteira é a de financiamento de veículos. Também tem crescido no ramo dos créditos consignados.

Nas últimas três semanas, a reportagem obteve auditorias sobre balanços do banco nos últimos anos, processos judiciais, contratos e outros documentos que reconstituem a criação e o uso desses fundos de investimentos, que têm o próprio Digimais como seu cotista. Também conversou com pessoas ligadas à Igreja Universal, que relatam, sob condição de anonimato, que o banco tem usado esses fundos para maquiar graves problemas financeiros

'Sinal vermelho'

Peritos e agentes do mercado financeiro ouvidos pelo Estadão descreveram alguns negócios como de "alto risco regulatório" e de "sinal vermelho forte". O Estadão apurou que a PF investiga o banco por supostas fraudes. Procurado pela reportagem, o Digimais não quis se manifestar. A Igreja Universal também não se manifestou.

Com as operações envolvendo esses fundos, o banco declarou ter lucros de R$ 31 milhões no fim de 2025. A manobra fez com que o banco deixasse de declarar pelo menos R$ 480 milhões em créditos vencidos, que deveriam diminuir o resultado declarado do banco.

A conta pode ser maior. Há, no total, um saldo de investimentos de R$ 3 bilhões em fundos que nem sequer puderam ser auditados pela falta de acesso dos auditores oficiais a documentos que comprovam suas demonstrações financeiras. O valor é equivalente a cerca de 75% do valor investido pelo banco em fundos.

'Zé com Zé'

O que chama mais a atenção é que os fundos têm o próprio Digimais como cotista. Parte desses negócios tem, portanto, o banco dos dois lados do balcão - operação conhecida como "Zé com Zé" no mercado financeiro.

Em mais um movimento que tirou ativos podres de seus balanços, o banco Digimais cedeu uma carteira de financiamentos de veículos que incluía até contrato rescindido judicialmente porque o carro vendido era roubado.

A carteira foi repassada a um pastor de outra igreja. Em troca, o banco devia investir em um negócio que envolvia a venda de imóveis por meio de crédito consignado. Mas o banco não teria depositado cerca de R$ 30 milhões prometidos.

O fotógrafo Rodrigo Menezes Martins decidiu ir à Justiça após comprar um carro que não saía do mecânico. Martins tentou desfazer o negócio, mas a revenda se negou a devolver o dinheiro e o banco passou a cobrar o financiamento.

A Justiça suspendeu a cobrança. O carro não funciona. Mesmo assim, as cobranças não pararam. "O Digimais cedeu o contrato a outra empresa. Já faz dois anos que estou nessa situação. E ele (o banco) só me cobrando, contra a ordem judicial."

Já o técnico de sistemas de segurança Rafael Cascardi, que comprou um Celta 2014 de um revendedor credenciado com financiamento no Digimais, foi parado pela polícia porque o carro era roubado. Ele conseguiu na Justiça a rescisão do contrato.

Mas nos dois casos, o Digimais não responde mais a esses processos judiciais. Em seu lugar, quem trava a disputa é a Hatikvah Participações.

Consignados

A Hatikvah tem como sócio o empresário do mercado financeiro e pastor Tiago Gouvêa, que atua no ramo de consignados. Ele é pastor de uma igreja evangélica chamada Alive Church.

A Hatikvah Participações recebeu do Digimais os direitos creditórios de uma carteira de financiamentos veiculares em 30 de dezembro de 2025. Segundo um contrato obtido pelo Estadão, a empresa comprou a carteira por R$ 255 milhões.

Em troca, a Hatikvah cedeu, inicialmente, ao banco 35% do Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Hatikvah. Hoje, o banco já é dono de 97% do fundo, que investe em duas empresas de empreendimentos imobiliários de Gouvêa. O fundo declara que os aportes são de R$ 711 milhões.

Procurado pelo Estadão, o empresário afirmou que ofereceu ao Digimais a operação de empréstimos consignados a servidores públicos de municípios com os quais ele já tem contrato.

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