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Ministério confirma novo foco da doença de Newcastle em SC

Este é o quarto foco da doença confirmado dentro da área sob vigilância, no oeste de Santa Catarina

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O Ministério da Agricultura informou, em nota, que um quarto caso da Doença de Newcastle (DNC), enfermidade viral que afeta aves, foi registrado em estabelecimento avícola comercial em Nova Erechim, no oeste de Santa Catarina. O caso foi identificado dentro da área de emergência zoossanitária estabelecida na região.

O registro consta também na plataforma de acompanhamento de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura. O caso foi confirmado na terça-feira, 3, em produção de perus. A investigação, com coleta de material, começou no sábado, 31.

Ao todo, são quatro casos ativos de Newcastle no Brasil, todos na mesma área de emergência zoossanitária, nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. O primeiro foco do surto foi identificado em 18 de outubro.

Os focos estão sendo controlados pelo Serviço Veterinário Oficial, segundo o Ministério da Agricultura.

"A identificação ocorreu durante as ações de vigilância realizadas na área de emergência. O Serviço Veterinário Oficial adotará as medidas previstas nos protocolos de resposta a emergências zoossanitárias, incluindo investigação epidemiológica, vigilância e contenção da doença", informou a pasta.

De acordo com o ministério, nos três primeiros focos confirmados, em Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim, "as medidas previstas nos protocolos de resposta foram adotadas, e as propriedades envolvidas já se encontram em vazio sanitário"

O ministério disse ainda que seguirá atuando junto aos órgãos estaduais de defesa agropecuária para "controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional".

Este é o quinto foco já registrado em produção comercial no Brasil desde 17 de julho de 2024.

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres e causa sinais respiratórios, seguidos por manifestações nervosas.

É uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A DNC não é transmitida pelo consumo de produtos avícolas inspecionados, que permanece sem contraindicações.

Prisão Domiciliar

Pai de Vorcaro pede prisão domiciliar com laudo que aponta risco de complicação intestinal

Defesa apresenta novo relatório médico ao STF, alerta para risco de perfuração intestinal e alega falta de condições adequadas para tratamento no presídio.

02/11/2026 18h00

Fachada da sede da Polícia Federal, órgão responsável por investigações de crimes federais no Brasil.

Fachada da sede da Polícia Federal, órgão responsável por investigações de crimes federais no Brasil. Foto: Agência Brasil.

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A defesa do empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apresentou nesta segunda-feira, 2, ao Supremo Tribunal Federal (STF), um novo relatório médico para reforçar o pedido de prisão domiciliar.

O documento, datado de 28 de outubro, aponta um histórico de crises recorrentes de diverticulite, com indicação de cirurgia que não chegou a ser realizada. Preso desde maio, Henrique também enfrenta problemas cardiovasculares e neurológicos, segundo seus advogados.

No pedido encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a defesa afirma que solicita providências desde maio, sem que os pedidos de revisão da prisão tenham sido apreciados.

O relatório médico foi elaborado pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos, que acompanhou Henrique entre 2005 e 2023 Segundo o especialista, o empresário tem histórico de internações por diverticulite aguda e episódios repetidos da doença, que, em determinados períodos, ocorreram mais de duas vezes por ano.

O médico relata que algumas crises foram de difícil tratamento e provocaram dores abdominais persistentes. O quadro levou à indicação de uma colectomia laparoscópica, procedimento para retirar uma parte do intestino grosso, mas a cirurgia não foi realizada.

No documento, o especialista alerta para o risco de perfuração intestinal, uma possível complicação grave da diverticulite. Segundo ele, a condição pode provocar dor abdominal intensa e exigir atendimento rápido, além de intervenção cirúrgica na maioria dos casos.

"Uma complicação da diverticulite considerada muito grave é a perfuração intestinal", afirma o relatório. O médico acrescenta que essa situação exige 'diagnóstico preciso, rápido e intervenção cirúrgica na maioria dos casos".

Defesa relata crises durante período na prisão

Segundo a defesa, Henrique, de quase 65 anos, sofre de hipertensão, problemas cardiovasculares e outras condições de saúde que exigem medicação contínua. O empresário teria sido internado após um episódio de amnésia em março e recebido atendimento de urgência em abril.

Em agosto, apresentou uma nova crise de diverticulite e, em setembro, relatou dores frequentes, alterações na pressão arterial e dificuldades para receber medicamentos.

Os advogados alegam que o sistema prisional não oferece condições adequadas para seu tratamento e já haviam solicitado prisão domiciliar por razões humanitárias.

A defesa contesta ainda os fundamentos da prisão preventiva e afirma que Henrique está detido desde 14 de maio sem uma nova avaliação sobre a necessidade da medida.

Os advogados pedem a revogação da prisão ou sua substituição por domiciliar, além do julgamento de um recurso apresentado em julho ao STF.

Segundo os advogados, a prisão foi baseada em interpretações equivocadas de mensagens relacionadas a negócios imobiliários.

A defesa nega que o empresário tenha ameaçado ou coagido testemunhas e sustenta que os documentos apresentados à investigação afastam as suspeitas.


"A prisão preventiva do Peticionário carece de base idônea. Os indícios que a embasam decorrem de interpretação isolada e descontextualizada de mensagens, contrariada por fartos elementos documentais", afirmam os advogados na petição.

A prisão do empresário foi determinada pelo ministro André Mendonça no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de irregularidades relacionadas ao Banco Master e às atividades de seu então proprietário, Daniel Vorcaro.

Em setembro, Henrique já havia solicitado a revogação da prisão preventiva, alegando inocência e problemas de saúde. O novo pedido busca reforçar esses argumentos com o relatório médico de 28 de outubro.

justiça

PF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e Carne

Operação apura lavagem de dinheiro por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registradas em nome de "laranjas"

29/10/2026 07h19

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Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira (29), na cidade do Rio de Janeiro. 

A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de organização criminosa, por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registradas em nome de “laranjas”.

De acordo com a Polícia Federal (PF), o grupo é suspeito de registrar bens e valores em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, a fim de ocultar os verdadeiros proprietários.

A investigação apurou também o uso de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em paraísos fiscais. 

Também há indícios do envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Fase anterior

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A oitava fase da operação Unha e Carne resultou na prisão de um ex-prefeito de município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil fluminense.

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