Lívia Ferreira
O Ministério Público Eleitoral recomendou a cassação do mandato do deputado estadual Ari Artuzi (PDT) por entender que ele praticou infidelidade partidária. O pedido do mandato de Artuzi havia sido protocolado pelo PMDB, partido ao qual ele era filiado. A legenda tomou por base o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que o mandato pertence ao partido e não ao parlamentar. No parecer, o procurador Sílvio Pereira Amorim concluiu que houve falta de apoio do PMDB a Artuzi, mas não grave perseguição pessoal.
Na tentativa de preservar o cargo, Artuzi argumentou na Justiça Eleitoral que deixou o PMDB por ter sofrido perseguição política dentro do partido. O parlamentar citou como autores das perseguições o governador André Puccinelli e o deputado federal Geraldo Resende. Mas com base na oitiva das testemunhas de Artuzi e análise das notícias veiculadas na imprensa, o procurador desmontou os argumentos do deputado estadual.