Maria Matheus
O presidente da Câmara de Porto Murtinho, Félix Alves e o secretário-geral da Casa, Fortunato Elias Leite, estão sendo acusados de improbidade administrativa pelo Diretório Municipal do PT. Na denúncia protocolada hoje em nome do presidente municipal do partido, Fábio Silva dos Santos, o advogado Ronaldo Franco pede ao representante do MPE a apuração dos supostos crimes de peculato, apropriação indébita, falsificação de documento público, concussão, fraude em licitação e formação de quadrilha.
Segundo Ronaldo Franco, a bancada do PT na Câmara de Murtinho por diversas vezes solicitou informações ao presidente da Câmara, mas não obteve resposta. Em janeiro de 2007, a Câmara teria realizado reforma sem licitação; em fevereiro deste ano, a Casa foi notificada para pagar um cheque devolvido por falta de fundos no valor de R$ 15 mil - a bancada petista questiona a origem da dívida. Além disso, no início deste mês, a Casa foi notificada pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais que desde que Félix assumiu a presidência, nenhum valor foi repassado; consta ainda na denúncia que o contrato realizado entre a Câmara e o Banco Morado para empréstimo consignado em folha de pagamento está sendo utilizado por três parentes do presidente, sendo que eles não pertencem aos quadros da Casa de Leis.
Fortunato Leite negou que parentes de Félix constem da lista dos que contrataram empréstimo do Banco Morado. Disse que após a realização de "encontro de contas" com a prefeitura, o débito com a previdência será quitado. Afirmou não saber sobre cheque de R$ 15 mil, e em relação à reforma realizada pela Câmara, disse que a prestação de contas já foi feita aos vereadores, mas que em período pré-eleitoral, adversários "desenterram defuntos". O vereador Félix Alves disse que só se pronunciará sobre o assunto depois de oficialmente notificado.