Nos idos de 1979, quando o sindicalista Luiz Inácio da Silva não tinha poder, mas desafiava os generais e o mundo, o advogado Roberto Teixeira já era um de seus mais sólidos amigos. "Era uma amizade sincera, o Roberto o apoiava em tudo, eles se davam muito bem", lembra-se hoje o advogado e ex-deputado federal Airton Soares.
Essa amizade persiste até hoje. Teixeira cedeu uma casa, por nove anos, para Lula morar, de graça. Foi padrinho de Luís Cláudio, o filho mais novo de Lula e Marisa. O presidente é padrinho de casamento de Valeska, filha de Teixeira. Mas a espantosa ascensão política de Lula, somada à aplicação de Teixeira em tudo o que faz, resultou em uma ligação sempre marcada com tintas polêmicas.
O próprio Airton Soares sentiu o gosto disso. Em 2005, seu nome estava na mesa de Lula para ser nomeado presidente da Infraero, mas foi subitamente esquecido. O que se ouviu por todos os corredores em Brasília foi que Teixeira teria batalhado contra a indicação porque ele ia "mexer demais" com a situação das empresas aéreas.
Naquele momento, a Transbrasil, de cujo conselho Teixeira participava, já estava paralisada, virtualmente falida, e ele brigava na Justiça para impedir que a falência fosse decretada.