Contradições marcam o inquérito policial para apurar a morte do cabo do Exército Leonardo Sales da Silva, de 19 anos, atropelado e arrastado por 15 quilômetros no dia 7 deste mês. Além de chocar a opinião pública nacional, o crime permanece sem explicação de como o militar ficou preso embaixo do caminhão Ford F-4000. Principal acusado, o peão Fagner Gonçalves, 25, e as testemunhas se contradizem nos depoimentos, como o local e como ele tomou ciência do acidente. Até amigos da vítima apresentaram versões diferentes para o atropelamento.
O militar foi atropelado por volta da 1h da madrugada de sábado na Rua Anselmo Selingard e acabou sendo arrastado por 15 quilômetros, até o Bairro Campo Alto, na região do Itamaracá, na saída para Três Lagoas. O rastro de sangue era visível em ruas e avenidas da Capital. Pelo crime, o peão de rodeio acabou sendo indiciado por homicídio doloso. Ele não tinha habilitação para conduzir caminhão e ainda estava com a carteira de motorista vencida há três anos (25/2/2005).