Da Redação
O tiro na cabeça da jovem Eloá, morta após ser mantida refém pelo ex-namorado Lindemberg Alves, não foi à queima-roupa, mas a uma distância entre um e dois metros, segundo exames preliminares do Instituto de Criminalística (IC) de Santo André. Os peritos dizem ainda que o escudo utilizado pela equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) na invasão do imóvel pode até não ter sido alvejado por um tiro de revólver 32 que o acusado manejava. A pequena perfuração pode ter sido causada no repique de uma bala de borracha usada pelos próprios agentes.
Para que o tiro na cabeça de Eloá fosse à queima-roupa, o revólver precisaria estar encostado na garota e teria deixado algumas marcas na pele.
"A distância média que Lindemberg estava das meninas gira em torno de um metro e pouco até no máximo dois metros. Mas a trajetória das balas só poderá ser definida com base na posição de cada um na sala. E isso só acontecerá após ouvir todos os depoimentos e depois fazer a reconstituição", disse um policial.
Sobre o tiro disparado contra os policiais militares, que acertou o escudo, várias dúvidas ainda persistem, e só deverão ser sanadas com exames de balística em laboratório. O policial contou que um exame inicial no equipamento não detectou marca de tiro do revólver.