Da redação
Orientações técnicas falhas emitidas pelo Ministério da Saúde estariam na origem do prejuízo de US$ 6,82 milhões provocado pela perda de matéria-prima utilizada na produção de produtos para o tratamento de hemofílicos, segundo informaram as fundações Pró-Sangue, de São Paulo, e Hemominas, de Minas Gerais. Os hemocentros afirmam que seguiram à risca as orientações despachadas pelo ministério e pela empresa LFB sobre o armazenamento do plasma que seria usado para a fabricação de hemoderivados fator 8 e fator 9 - proteínas que estimulam a coagulação do sangue de pacientes com hemofilia.
Cerca de 260 mil bolsas de plasma dos dois hemocentros foram consideradas inadequadas para a produção desses dois hemoderivados pela LFB, uma multinacional francesa, contratada para fazer o fracionamento, técnica que transforma o plasma sanguíneo em quatro produtos médicos. Agora, o material poderá ser usado somente para obtenção de outros dois hemoderivados: albumina e imunoglobulina. Com a recusa da LFB em produzir o fator 8 e o fator 9, perde-se matéria-prima para abastecer a demanda de pacientes brasileiros com hemofilia por uma semana, segundo o próprio Ministério da Saúde.
Com informações da Agência Estado