DILSON JOSÉ ALVES, PONTA PORÃ
Os votos obtidos na eleição para vereador do ex-prefeito de Ponta Porã, Carlos Fróes (PDT) foram invalidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dessa forma, acabou o sonho do também ex-prefeito Bruno Reichardt (PMDB), de conseguir uma das dez vagas do poder legislativo municipal. A sentença foi proferida pelo ministro Fernando Gonçalves, na última quinta-feira.
Fróes disputou uma vaga de vereador, mas os votos que recebeu foram anulados, em virtude de o candidato estar com os direitos políticos suspensos, em face de condenação transitada em julgado, o que levou a suspensão da sua filiação partidária, sendo vedada a prática de atividades político-partidárias.
Se os votos recebidos por Fróes fossem validados, ocorreria uma reviravolta no cenário político da fronteira. O mais interessado no caso era o ex-prefeito Bruno Reichardt, que acompanhava o andamento do processo no TSE.
Reichardt ficaria com a segunda vaga do PMDB na Câmara Municipal, caso fosse ajudado com os votos de Fróes, que é filiado do PDT e disputou o pleito na mesma coligação. O prejuízo seria para o Democratas, que perderia um dos quatro vereadores eleitos.
O DEM elegeu Ramão de Deus, Ludimar Novaes, Puka e Lourdes Monteiro, que corria o risco de ficar sem a vaga. Os outros vereadores eleitos no município são quatro do PSDB: Dulce Manosso, Leny Klais, Dário Honório e Marquinhos. As outras duas vagas ficaram com Joanir Viana (PMDB) e Adãozinho Dauzacker (PSB).