Cerca de 500 canavieiros da Usinav, vindos de várias cidades da Bahia fecharam à passagem de entrada e saída de caminhões da indústria. Eles protestam contra a tentativa de redução dos valores a serem pagos no acerto trabalhista, neste último dia de contrato deles. Irredutíveis, eles não aceitam receber menos do que dizem ter por direito.
A manifestação dos trabalhadores começou por volta de 11h. Dos 17 ônibus que viajariam para as cidades de Igaporã, Matina, Guanambi e Muriaci, apenas cinco partiram pela manhã, após terem aceitado receber parcelas menores, variáveis de forma individual.
O resultado da greve, por volta de 13h, é a paralisação de 56 caminhões bi-trens carregados com cana a ser moída pela indústria de álcool e açúcar. A Polícia Militar foi chamada pela direção da Usinav. Duas equipes, com oito homens e duas viaturas foram até o local, sob , sob o comando do sargento Novaes.
Os canavieiros baianos reclamaram também das condições do alojamento, que está com a fossa descoberta, com banheiros sem higiene, da presença de moscas na comida e afirmam que "não adianta denunciar no Ministério do Trabalho, porque não fazem nada". Eles também não quiseram a intermediação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Naviraí. O diretor-administrativo da Usinav, Décio Matos Terrezo, não quis dar entrevista.