Da redação
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que a Revolução Cubana - que nesta quinta-feira, 1, completa 50 anos - foi a "mãe" de todos os movimentos libertadores da América Latina e representou a "vanguarda da dignidade dos povos" do continente. O venezuelano promoveu uma cerimônia em homenagem à data, na qual depositou flores e uma bandeira de Cuba na sepultura de Simón Bolívar, no Panteão Nacional de Caracas.
Em seu discurso, Chávez lembrou que, em 1958, houve o fim da ditadura do general Marcos Pérez Jiménez, motivado por um espírito revolucionário similar ao que, um ano depois, derrubou o ditador cubano Fulgencio Batista. Para Chávez, no entanto, ao contrário do que ocorreu em Cuba, os seus antecessores no governo venezuelano "traíram o povo" e se transformaram em "marionetes do império dos Estados Unidos". A cerimônia contou com a presença do comandante da revolução, Ramiro Valdés, e o do embaixador da ilha em Caracas, Germán Sánchez.
Na Bolívia, o presidente Evo Morales expressou, durante entrevista coletiva, sua admiração por Fidel Castro e afirmou que Cuba "é o símbolo dos povos do mundo". "Expresso meu máximo reconhecimento ao povo cubano, à revolução, a seu governo e, especialmente, a seu comandante Fidel (Castro) e ao (presidente) Raúl Castro", disse Evo durante uma entrevista concedida na região central de Cochabamba.
O chefe de Estado boliviano ratificou seu "respeito e admiração" por Fidel Castro, que, segundo disse, "ensina o mundo inteiro a viver com dignidade e soberania em sua permanente luta contra o império americano". Neste sentido, Evo reiterou seu pedido para que seja suspenso o bloqueio econômico imposto "pelo Governo dos Estados Unidos, e não pelo povo americano", à ilha.
O presidente boliviano disse ainda que, apesar do bloqueio americano, "Cuba é o país mais solidário com os povos do mundo" e prestou auxílio "incondicional" ao "projeto de revolução cultural e democrática na Bolívia". "(Cuba) nos ensina a ser solidários porque a solidariedade não se faz com o que nos sobra, mas com o que temos", afirmou Morales, cujo Governo recebeu da ilha ajuda para um programa de alfabetização e para a instalação de clínicas e centros médicos oftalmológicos.