Adilson Trindade
O Governo do Estado e as prefeituras estão traumatizados com o furacão que varreu o mercado financeiro, provocando quebradeira de grandes empresas e bancos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Os efeitos colaterais do agravamento da crise mundial já estão refletindo no Brasil, abalando seriamente a economia de Mato Grosso do Sul e o resultado disto pode ser devastador no campo político e eleitoral.
O governador André Puccinelli (PMDB) não esconde seu pessimismo e preocupação com a repercussão da crise nas urnas, tanto que vem implorando por ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele sabe que se não conseguir alavancar a sua administração, pode afundar o projeto de reeleição em 2010.
Puccinelli está consciente, também, que seu desempenho na administração estadual frustrou a expectativa da população. Isto foi proposital. Ele mesmo declarava que seria um péssimo governador nos primeiros dois anos e depois seria o melhor nos dois anos seguintes. Só que não esperava pela turbulência na economia mundial que provocou retrocesso no mercado financeiro de Mato Grosso do Sul e, consequentemente, redução na arrecadação de tributos.