Clodoaldo Silva, de Brasília
O testemunho do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) salvou o mandato do deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) por infidelidade partidária. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou, na noite de terça-feira, que Geraldo teve motivos justos para deixar o PPS porque estava sofrendo perseguição política.
"A robustez das provas que apresentamos, o depoimento de testemunhas, como foi o do deputado Ciro Gomes, que sofreu expurgo, o governador de Mato Grosso Blairo Maggi, que foi perseguido no PPS, foi fundamental para ter o veredicto, que legitimou a minha saída do partido", disse Geraldo Resende.
A decisão do TSE foi uma resposta ao pedido do PPS que queria a decretação da perda do mandato do deputado que se desligou do partido para ingressar no PMDB, em 12 de julho de 2007. A resolução 22.610 estabeleceu que o parlamentar que deixasse o partido sem justa causa após 27 de março de 2007 deveria perder o mandato sendo empossado em seu lugar o suplente ligado ao partido.