Depois da queda de 1,5 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), o governo discute agora a revisão da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), usada como referência para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No próximo dia 26, o Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do Banco Central, decidem se a taxa permanece nos atuais 6,25%. Nos bastidores, há expectativa de corte de até 0,5 ponto porcentual para o período de abril a junho. À saída de um evento ontem no Palácio do Itamaraty, na recepção ao príncipe Charles, em sua visita ao Rio, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, preferiu não comentar a questão dos juros. "Em geral, não comento. Acho que o Banco Central tem de ter autonomia", desconversou, sobre o corte da Selic. "Mas, claro que, como todo mundo, eu gostei." Coutinho assumiu a presidência do banco em maio de 2007. Em agosto daquele ano, a TJLP caiu de 6,5% para 6,25%, nível mantido há 19 meses.
Com informações do Estadão