Da Redação
A cúpula do G-20 em Londres, na quinta-feira (2/4), será o palco de um embate entre a União Europeia (UE), que defende a criação de um sistema global de regulação do mercado financeiro e de suas instituições, e os EUA, que insistem na adoção de receitas domésticas de controle do setor. O Brasil, que tem a oferecer a bem-sucedida experiência de um setor financeiro nacional muito normatizado pelo Banco Central, vai se aliar à UE contra a "regulação caseira" ao gosto americano.
Salvo propostas emergenciais de última hora, como a criação de um fundo de US$ 100 bilhões para reativar o financiamento ao comércio, os líderes do G-20 terão poucos, porém complicados, imbróglios a resolver em Londres.
A reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) foi decidida duas semanas atrás - nesse debate, o Brasil está alinhado com os EUA -, assim como a injeção de mais recursos nessas instituições para o socorro das quebradas economias do Leste Europeu. Caberá aos líderes definir quanto será aportado - se US$ 500 bilhões ou US$ 750 bilhões - e quem pagará a conta.
O governo brasileiro chegará ao encontro com um poder de ação alargado pela sua inclusão no Comitê de Basileia de Supervisão Bancária e no Fórum de Estabilidade Financeira (FSF, na sigla em inglês), além da perspectiva de aumentar seu poder de voto no FMI e no Banco Mundial (Bird), ao final de suas reformas levados a cabo com amplo aval dos EUA. (Com Agência Estado)