Da redaçaão
O governo federal elevou fortemente os recursos que estarão disponíveis para o setor agropecuário, principalmente a agricultura empresarial, no próximo ano safra, para estimular o crescimento da produção.
No total, estarão disponíveis 107,5 bilhões de reais para o setor em 2009/10 (julho-junho), volume 37 por cento maior que o do ano passado.
O crescimento das linhas de crédito foi maior para a chamada agricultura comercial de grande escala, que terá 92,5 bilhões de reais, ante 65 bilhões em 2008/09, alta de 42,3 por cento. O crédito para a chamada agricultura familiar, em comparação, subiu 15,3 por cento, para 15 bilhões de reais.
"A edição (do plano) para a safra 2009/2010 tem como foco central o incentivo ao médio produtor rural, ao cooperativismo e à produção agropecuária com respeito ao meio ambiente", informou o Ministério da Agricultura nas notas sobre o PAP 2009/10 (Plano Agrícola e Pecuário).
O volume total de recursos ficou um pouco acima do que esperava o mercado. Analistas e o próprio ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, haviam falado em volume de aproximadamente 100 bilhões de reais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura vão lançar oficialmente o programa na segunda-feira, em Londrina (norte do Paraná).
Agricultores brasileiros tiveram um cenário complicado em relação a crédito na safra passada, o que levou a uma redução no investimento no campo e a uma safra menor do que o potencial.
Houve menor gasto com insumos como fertilizantes, o que resultou em queda na produtividade. A pouca disponibilidade de dinheiro no campo foi resultado do aperto no crédito global, que levou tradings e fabricantes de insumos a reduzirem os financiamentos ao setor, e também a questões de inadimplência de muitos produtores, o que impede que eles acessem linhas oficiais de crédito.
A estagnação da produção tem preocupado o governo. Além do PAP de 107,5 bilhões de reais, circulam comentários de que o governo possa formar um fundo garantidor para o setor rural de até 10 bilhões de reais, que avalizaria as operações financeiras com os bancos, facilitando o processo de obtenção de financiamentos. (informações do Estadão)