Executivos da Sony em Nova York passaram a noite de quinta-feira (25) ao telefone com assessores de Jackson, tentando entender a complicação financeira que o Rei do Pop deixou para trás. "Está uma bagunça", disse um executivo envolvido nos assuntos financeiros de Jackson que falou em condição de anonimato, em respeito à família do artista. Os negócios de Jackson, como sua vida pública, eram um aglomerado complicado de contradições.
Diferente de muitos artistas, ele era um perspicaz negociador e um astuto investidor - em 1985, ele fechou um dos maiores acordos da história do setor musical ao comprar os direitos autorais do catálogo dos Beatles por US$ 47,5 milhões. Hoje, isso é parte de uma coleção mais ampla de músicas, avaliada em mais de US$ 1 bilhão e de propriedade de Jackson em parceria com a Sony.
Mas suas finanças pessoais, pelo menos nos últimos anos, permaneceram perpetuamente arrasadas, enquanto ele gastava milhões de dólares para manter seu rancho Neverland, esbanjava na compra de peças de arte e se dava ao luxo de ter caprichos como viajar com um chimpanzé de estimação, Bubbles.