Cidades

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Senador pede que Sarney explique contas no valor de R$ 160 mi

Senador pede que Sarney explique contas no valor de R$ 160 mi

Redação

05/07/2009 - 14h50
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        Da redação

        Em mais um capítulo das denúncias de irregularidades no Senado, o senador Renato Casagrande (PSB-ES) defendeu neste domingo investigação envolvendo três contas bancárias secretas na Casa que, juntas, têm saldo atual de R$ 160 milhões. Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que o ex-diretor-geral, Agaciel Maia, controlava as movimentações desde 1997 "sem prestar esclarecimentos a ninguém".

        Há menos de duas semanas, o próprio Casagrande havia anunciado a descoberta de outras duas contas bancárias paralelas com recursos no valor de R$ 3,74 milhões e pedido apuração sobre a origem delas. Neste domingo, confirmou que na manhã de segunda-feira encaminhará solicitação formal para que o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), explique a fonte desses recursos.

        "Eles deram resposta à primeira denúncia, mas faltam os extratos. Se mandaram encerrar (aquelas duas contas) era de bom tom e natural, se tinham informação da existência dessas (novas), que mandassem fazer a apuração e as encerrar também. Não tem como ter contas fora do caixa do Tesouro. Isso cria uma fragilidade na gestão do Senado. Se confirmada a entrada de dinheiro sem ser 'caixa um', é um descontrole inacreditável e inaceitável", criticou.

        "Estou encaminhando ao presidente Sarney outro pedido para que dê explicações sobre essa denúncia. Tenho a preocupação com essa gestão ainda arcaica do Senado", disse.

        As contas recentemente descobertas não monitoradas pelo Siafi, o sistema de acompanhamento dos gastos públicos do governo federal, e seriam resultado do desconto feito no salário dos servidores da Casa para custear planos de saúde.

        O presidente José Sarney deixou a residência oficial da presidência do Senado em Brasília para rezar em uma igreja no centro da cidade, mas ainda não comentou as denúncias envolvendo as contas recém-descobertas.

        Crise no Senado
        A Casa foi afetada por uma série de denúncias nos últimos meses, que passaram pelos atos decretados secretamente, uso descontrolado da cota de passagens aéreas dos parlamentares, demissão de ex-diretores por irregularidades e acusações de nepotismo e favorecimento contra Sarney. Na sexta-feira, no mais recente episódio da crise, ele foi acusado de não declarar uma mansão avaliada em mais de R$ 4 milhões à Justiça Eleitoral. O presidente do Senado nega as denúncias. (informações do Terra)

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