Da redação
Partidários do presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya começaram a ir para casa neste domingo, deixando a fronteira com a Nicarágua e enfraquecendo os protestos em apoio à sua volta ao poder depois que um golpe de Estado o derrubou no mês passado.
Tropas hondurenhas mantiveram guarda em pontos-chave de acesso à região e impediram que milhares de manifestantes fizessem protestos na fronteira em apoio ao presidente esquerdista exilado na Nicarágua.
A dez quilômetros da fronteira, 100 manifestantes assustados se reuniam na pequena cidade cafeicultora de El Paraíso. É uma imagem muito diferente das manifestações de massa que Zelaya havia convocado.
Lilian Ordonez, uma professora de 29 anos, veio com um comboio de dez carros numa tentativa de alcançar a fronteira. Apenas seis automóveis passaram dos pontos onde comandos militares checavam os carros.
"Vamos voltar a Tegucigalpa, onde a maioria das pessoas está", disse ela, enquanto limpava lágrimas do rosto. "Temos de mudar nossa estratégia ... As pessoas estão com raiva mas não temos as armas e contra um rifle não podemos fazer nada."
Manifestações planejadas para o lado nicaragüense da fronteira também foram pequenas.
Zelaya foi acusado pelo Congresso hondurenho e o Supremo Tribunal do país de tentar estender seu mandado presidencial. Soldados o prenderam e enviaram ao exílio em 28 de junho.
Os Estados Unidos, governos da América Latina e as Nações Unidas querem restituir Zelaya ao poder. Contudo, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o criticou dizendo que ele foi "imprudente" ao entrar em solo hondurenho na sexta-feira num gesto simbólico em frente à mídia internacional. (informações do Estadão)