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Janeiro registra 21 dias de chuvas e oito de inundações

Janeiro registra 21 dias de chuvas e oito de inundações

Redação

29/01/2010 - 07h38
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A dois dias do final do mês, foram registrados em janeiro 21 dias chuvosos em Campo Grande. O número é superior à média histórica para 31 dias de janeiro – de até 17 dias de chuva por período. A frequência com que tem chovido e o grande volume de água são responsáveis pela alta incidência de alagamentos, cheias de rios e córregos. Em consequência disso, na Capital foram registradas ocorrências de casas alagadas em, pelo menos, oito dias não consecutivos deste mês. Deve continuar chovendo, porém com diminuição gradativa, até o mês de março, conforme prevê o meteorologista Natálio Abraão, da Universidade Anhanguera- Uniderp. Ele ressalta que, além da frequência, também é alto o volume das precipitações, o que coloca a população da cidade em alerta para a ocorrência de inundações. Até ontem, havia chovido 296 milímetros, índice pluviométrico bem superior ao da média histórica de todo o mês de janeiro (212 milímetros). A explicação para tanta chuva é a relação da alta temperatura com a umidade do ar elevada, o que propicia a evaporação da água da superfície e a formação de nuvens. “A temperatura das águas do Oceano Pacífico está quase dois graus mais quente, por conta do El Niño, e os ventos superiores ainda trazem muita umidade da Amazônia. Portanto, não haverá períodos de estiagens maiores do que cinco dias até o meio de fevereiro”, esclarece o meteorologista Natálio Abraão. Consequências Além dos alagamentos, todas essas chuvas acabam trazendo outras preocupações, como a possibilidade de multiplicação dos focos do mosquito Aedes aeg ypti, agente transmissor da dengue. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde Pública, em janeiro de 2009, quando choveu bem menos em comparação com este ano (218 milímetros, em 19 dias), foram notificados 149 casos da doença. Até ontem, o número de notificações havia chegado a 4.250. Segundo o Ministério da Saúde, temperatura e umidade do ar elevadas são primordiais para o desenvolvimento do mosquito e, principalmente, para manter os ovos viáveis mesmo fora d’água. Em cidades que apresentam índice de umidade relativa do ar elevado e temperatura entre 25ºC e 30ºC, há condições ideais para a multiplicação do vetor. Previsão Ontem o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), que faz parte do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgou alerta para a possibilidade de chuvas fortes com trovoadas, em todo o dia de hoje. A partir de amanhã, a possibilidade de chuva diminui, segundo o instituto, chegando a 50% para a Capital no domingo.

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