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Apesar de epidemia na Capital, agentes de saúde entram em greve

Apesar de epidemia na Capital, agentes de saúde entram em greve

Redação

03/03/2010 - 05h40
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A Prefeitura de Campo Gra nde não va i negociar com os agentes de saúde pública, comunitários e epidemiológicos enquanto eles permanecerem em greve. A posição já anunciada pelo prefeito Nelsinho Trad foi reafirmada ontem pelo secretário de Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele não quis fazer uma estimativa sobre o número de servidores que aderiram à paralisação iniciada ontem. “Não reconhecemos esta greve. Mesmo porque não houve dissídio. Quem faltou ao trabalho vai ter o dia cortado, o que vai comprometer a ficha funcional de quem está em estágio probatório”, assegura Mandetta. O secretário diz que os servidores públicos municipais têm como data-base o mês de maio. “Não podemos abrir exceção para uma categoria e definir reajuste salarial com dois meses de antecedência”. Mandetta lembrou que vem fazendo reuniões com os médicos para tratar da questão salarial, mas qualquer definição só vai sair daqui a 60 dias. Já na avaliação dos grevistas, o combate à dengue e a leishmaniose foi reduzido a 30%, com a paralisação dos agentes. Cerca de 200 quilos de materiais que acumulam água deixaram de ser retirados das casas e podem se tornar focos de mosquitos transmissores de enfermidades. Os servidores municipais permaneceram, durante a manhã, em frente ao Paço Municipal. Os sindicalistas garantem que só voltarão ao trabalho após serem recebidos pelo prefeito para negociar a reivindicação de reposição salarial da produtividade de até 60%. Atualmente, o vencimento é composto pelo salário-base (R$ 510) mais gratificações (R$ 144 para agentes comunitários e epidemiológicos e R$ 252 para agentes de saúde pública). “Queremos a reposição da produtividade. Isso vai representar muito pouco de impacto da folha”, argumentam os servidores.

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