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A British Airways cancelou mais de mil voos em decorrência da greve de três dias iniciada hoje. O presidente da companhia, Willie Walsh, por meio de um vídeo no site Youtube, pediu desculpas pela ocorrência da primeira greve em quase 15 anos, dizendo que este é "um dia terrível para a British Airways".
A greve, apoiada por alguns sindicatos nos Estados Unidos, na Alemanha e na Espanha, pode prejudicar o Partido Trabalhista britânico nas eleições gerais, pouco antes do mês de junho. O primeiro ministro Gordon Brown irritou o sindicato Unite, um importante doador político, chamando-o de "deplorável". Ontem, ele havia dito que iria interromper a greve.
A companhia aérea está procurando encaminhar passageiros para outros voos ou até mesmo para empresas rivais, mas ainda precisa realocar mais da metade dos 1.950 voos agendados no período em que a greve deve ocorrer. Na manhã de hoje, o aeroporto londrino Heathrow estava praticamente deserto. O serviço de trem entre Londres e o continente europeu, o Eurostar, deve ficar cheio, com a esperada procura por rotas alternativas.
A British advertiu que a interrupção nos serviços deve se estender por mais dias, além dos três de greve, em face dos efeitos dos atrasos dos voos. Isso pode perdurar até o fim da segunda greve, planejada para entre 27 e 30 de março.
Analistas estimam que a British Airways já perdeu mais de 25 milhões de libras (US$ 37 milhões) por causa de cancelamentos e custos de contingenciamento. As duas greves - a atual e a planejada - combinadas podem custar mais de 63 milhões de libras (US$ 95 milhões) para a empresa.