A pré-candidata do PV à Presidência da República, senadora Marina Silva, disse hoje, em Cuiabá, que vê com naturalidade o anúncio de candidatura feito pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). "É igual à forma que recebi que a Dilma é candidata, ou seja, não tem novidade, todo mundo já sabia". Ela disse que não tem condições de julgar a opinião do governador que elogiou o governo Lula num programa de TV.
"Quando reconheço as coisas boas, estou sendo sincera. Da minha parte, quando eu digo que as políticas sociais e o mérito de ter mantido uma estrutura econômica, é por que acho que é assim que se deve fazer política", disse.
A senadora disse também que não se preocupa com as pesquisas que apontam seu nome com apenas 6% de intenção de votos e 31% de rejeição. "Quem sabe não se repita o mesmo que aconteceu no Acre quando sai candidata ao Senado?". A senadora aparecia em último lugar nas pesquisas e foi a mais bem votada do país. "Existe o voto do eleitor. Não quero fazer embate com Dilma ou com Serra. Não queremos transformar o processo numa mixórdia", disse. Para ela, a candidatura do PV representaria "o fim de uma eleição plebiscitária entre o PSDB e o PT".
A senadora estava acompanhada do empresário Guilherme Leal, da Natura, cotado para ser o vice na chapa do PV. Os dois participaram do encontro estadual do PV e, em seguida, de um debate com empresários na Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT). "Vim acompanhada de um amigo e um companheiro que se filiou ao PV junto comigo e que está num processo de decisão onde ele reflete com sua família e seus sócios a possibilidade de aceitar o convite que o PV e que eu lhe fiz de ser o vice na chapa do partido".