Cidades

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Policiais apreendem 113 celulares, maconha e cocaína na penitenciária

Policiais apreendem 113 celulares, maconha e cocaína na penitenciária

Redação

01/04/2010 - 21h21
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bruno grubertt

 

Celulares e drogas, apreendidos constantemente em operações pente-fino por policiais e agentes na Penitenciária de Segurança Máxima, chegam até os detentos por conta da falta de equipamentos e condições de revista dos visitantes que entram no estabelecimento. Só este mês, em duas operações, foram apreendidos 113 celulares, além de 832 papelotes de maconha e 104 de cocaína.

Em operação feita ontem de manhã, policiais da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) e agentes penitenciários no Presídio de Segurança Máxima da Capital, encontraram mais celulares, drogas e ferramentas que poderiam ser usadas para auxiliar na fuga de detentos.

Durante a revista nas alas A e B do pavilhão 2, que durou das 8h às 12h30min, policiais e agentes encontraram 66 aparelhos de celular, 41 chips, 9 carregadores, além de 292 papelotes de maconha e 81 pacotes pequenos com cocaína. Ainda foram apreendidas 7 grandes porções de cocaína e 9 embalagens com grande quantidade de pasta base. Ferramentas também foram encontradas dentro das celas, sendo uma talhadeira, duas ponteiras e uma serra pequena.

Na semana passada, durante outra revista, foram encontrados nas celas de outros dois pavilhões 47 celulares, 32 chips, dezenas de carregadores e baterias, R$ 2.199 em dinheiro e uma pequena destilaria, usada para fazer bebida alcoólica com arroz – o que é proibido no sistema prisional. Também foram encontrados pelos agentes penitenciários 540 papelotes de maconha, além de 23 papelotes e três porções grandes de cocaína.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Mato Grosso do Sul, Fernando Anunciação, a entrada de celulares e outros materiais proibidos ocorre, principalmente, durante as visitas, quando entram no presídio cerca de 400 pessoas. "Hoje a revista é feita de forma manual. Se tivéssemos equipamentos mais modernos, com certeza isso poderia ser evitado", afirma Anunciação. Segundo ele, atualmente o presídio tem um portal com detector de metal que "não funciona bem". Com isso, a revista é feita manualmente pelos agentes, o que permitiria a entrada de celulares e drogas dentro do corpo dos visitantes.

Anunciação reconhece que servidores do presídio também podem colaborar com a entrada de celulares. "Até porque já foi flagrado e alguns agentes já foram presos por isso. Mas a maior parte entra nas visitas". disse.

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