As famílias brasileiras estão direcionando menos recursos para a formação de patrimônio. Em 34 anos, o percentual gasto com o aumento dos ativos caiu a menos da metade. Os dados fazem parte da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) e do Endef (Estudo Nacional da Despesa Familiar), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 1974/1975, as famílias brasileiras destinavam 16,5% de sua despesa total média mensal para aumento de ativos ou formação de patrimônio, percentual que passou a 5,8% em 2008/2009. A formação de patrimônio tornou-se mais difícil no período, tendo em vista que as famílias precisaram de um esforço maior para pagar as despesas do dia a dia.
Em 1974/1975, quase 80% das despesas das famílias eram correntes, enquanto que, no período de 2008/2009, essa proporção subiu para 92,1%. O aumento foi provocado tanto pelo consumo quanto pelas despesas correntes.