O famoso explorador vitoriano Dr. David Livingstone finalmente foi decifrado, informa uma universidade britânica, quase 140 anos depois de ele ter escrito sobre seu temor de não deixar a África vivo.
Pesquisadores dizem que a carta ? que exigiu tecnologia de ponta para ser decifrada ? ajuda a compor o retrato de um homem tradicionalmente visto como um herói destemido, ao revelar as dúvidas que atormentavam o missionário-explorador em um de seus piores momentos.
"Estou terrivelmente abatido, mas isso é apenas para seus olhos", escreveu Livingstone ao amigo Horace Waller. "Duvido que viverei para vê-lo de novo".
Livingstone era um herói nacional quando partiu para encontrar a nascente do rio Nilo em 1869, mas no momento em que escreveu a carta de quatro páginas, encontrava-se no ponto mais baixo de sua vida profissional, diz Debbie Harrison, pesquisadora da Universidade Birkbeck de Londres.?", imortalizou o encontro.
Não se sabe como a carta de Livingstone deixou a África, embora presuma-se que Stanley a tenha levado para a Inglaterra. O documento desapareceu por cerca de um século, até reaparecer num leilão em 1966.
Mas ela estava indecifrável. Com pouco papel e sem acesso a tinta, Livingstone arrancou páginas de livros e jornais e escreveu com um pigmento improvisado das sementes de uma fruta local. Um século depois, a tinta vegetal havia esmaecido até tornar-se quase invisível, um problema agravado pelo papel quebradiço e pela caligrafia caótica de Livingstone.
Uma equipe de cientistas e estudiosos analisou o papel frágil, extraindo cuidadosamente o texto original.
(Agência Estado)