Cidades
VESTIBULAR DAS URNAS
Quase 300 disputam 24 vagas na Assembleia Legislativa
Quase 300 disputam 24 vagas na Assembleia Legislativa
Quase 300 candidatos disputam 24 vagas de deputado estadual em Mato Grosso do Sul. A concorrência do “vestibular das urnas” é de 11,9 candidatos por vaga. A batalha por uma cadeira na Câmara dos Deputados também está acirrada, mas um pouco menor do que a corrida em busca de uma cadeira na Assembleia Legislativa. No total, 71 políticos brigam por oito cargos, abrindo concorrência de 8,8 candidato por vaga.
Reunindo 14 partidos, a coligação do governador André Puccinelli (PMDB) lança 143 candidatos a deputado estadual e 47 a federal. O chapão, que reúne PMDB, PR, PSDB e DEM, entrará na disputa com 46 políticos correndo atrás de uma cadeira na Assembleia Legislativa. O plano do grupo é abocanhar 14 das 24 vagas.
Fazem parte da chapa intermediária o PTdoB, PRTB, PPS, PRB e PHS. O deputado estadual Márcio Fernandes, um dos 12 candidatos do PTdoB, estima que do grupo sairão três vitoriosos.
Na chapinha estão o PSB, PMN, PTB, PTC e PTN. Do grupo, concorrem 53 candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa. A pretensão dos partidos é eleger no mínimo dois deputados estaduais.
Se as previsões dos 14 partidos aliados de Puccinelli se confirmarem, a coligação manterá as 19 cadeiras que ocupam hoje no Poder Legislativo.
Em busca de espaço na Câmara dos Deputados, o arco de aliança de Puccinelli se dividiu em dois grupos, conforme o presidente regional da legenda, Esacheu Nascimento. O primeiro é formado por 24 representantes do DEM, PMDB, PSDB, PSB, PMN, PRB e PR. Já o segundo grupo conta com a presença de 23 candidatos do PTdoB, PTB, PRTB, PPS, PHS, PTC e PTN. Os partidos trabalham para manter os cinco parlamentares que, hoje, ocupam vagas na Câmara dos Deputados.
PT e aliados
Os nove partidos que apoiam o projeto do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) de retomar do PMDB o comando do Governo do Estado entram na corrida por vagas de deputado estadual com 133 candidatos e 20 a deputado federal. Eles se dividiram em três chapas. Uma delas é formada por PT e PP e reúne 37 políticos. O outro grupo é composto por PRP, PCdoB, PV e PSC e lançará 66 candidatos. Por último, se uniram 30 representantes do PSL, PDT e PSDC para buscar espaço na Assembleia Legislativa.
O projeto dos partidos é abocanhar pelo menos 10 das 24 vagas de deputado estadual. Hoje, as siglas (PT e PDT) detém cinco cadeiras na Assembleia.
Na batalha por espaço na Câmara dos Deputados, a coligação petista lança um chapão com 20 candidatos. A pretensão é ficar com quatro das oito vagas de deputado federal.
O PSOL é o único dos nanicos decidido a entrar na disputa pelo Governo do Estado, com a candidatura de Ney Braga. O partido tem 11 candidatos a deputado estadual e quatro a federal. “Estamos conscientes de que a nossa legenda é pequena e, por isso, dificilmente elegeremos parlamentares”, reconheceu o presidente regional da sigla, Lucien Roberto Rezende. “O nosso objetivo é levar o nosso pensamento aos eleitores e fazer o partido crescer”, completou.
Coeficiente eleitoral
Recente estimativa realizada pelo Correio do Estado, com base na previsão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a evolução do eleitorado em 2010, aponta que para eleger um parlamentar à Câmara dos Deputados, os partidos e coligações precisarão de cerca de 158 mil votos. À Assembleia Legislativa, o mínimo deve ficar em 53 mil votos para cada deputado estadual.
A rigor, o número que representa o coeficiente de cada pleito só é definido depois de computados os votos válidos da eleição, que compreendem os votos nominais somados aos votos de legenda.
Em 2006, para eleger um deputado federal, os partidos e coligações precisaram de 149.839 votos. Já o coeficiente eleitoral para deputado estadual foi de 50.801. (Colaborou Fernanda Brigatti)
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