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Maiores cheias da história do Paquistão deixam 800 mortos
Maiores cheias da história do Paquistão deixam 800 mortos
As enchentes no noroeste do Paquistão afetam mais de um milhão de pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Os mortos já chegam a 800. Segundo o ministro de Informação de uma das províncias afetadas, Mian Iftikhar Hussain, as cheias são as piores registradas na região.
As inundações são causadas pelas chamadas chuvas de monções, que levaram diversos rios no país e no vizinho Afeganistão a transbordar.
Equipes de resgate estão com dificuldades de chegar às zonas inundadas. Vilarejos inteiros, estradas e pontes foram destruídos.
Até a maior cidade da região, Peshawar, com mais de três milhões de habitantes, está incomunicável.
A repórter da BBC Lyse Doucet, que percorre áreas atingidas pelas cheias, descreveu uma situação em que meio milhão de pessoas estão buscando refúgio em ilhas formadas pelas áreas mais altas. Outras buscam abrigo dentro de mesquitas e escolas.
Nas últimas 36 horas a precipitação de chuva foi de 312 mm, a maior quantidade em décadas. O Governo do Paquistão declarou estado de emergência.
O coordenador do escritório da ONU para assistência humanitária no Paquistão, Manuel Bessler, disse que os prejuízos são muito difíceis de calcular, já que mesmo a organização esta tendo dificuldades de se comunicar com seus funcionários em outras partes do país.
As equipes tentam providenciar abrigos, alimentos, água potável e saneamento para os afetados.
Dezessete helicópteros estão sendo empregados para resgatar pessoas ilhadas nas áreas mais afetadas. Mais aeronaves entrarão em ação nas próximas horas.
Bessler afirmou que está preocupado com a possibilidade de que os rios levem as águas em direção ao sul do país, causando enchentes em outras partes.
No Afeganistão, o Exército afirmou que resgatou 5 mil pessoas nos últimos três dias, usando helicópteros, veículos e escavadeiras.
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