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Deputados cobram explicações do Tribunal sobre redução de horário
Deputados cobram explicações do Tribunal sobre redução de horário
Deputados estaduais estão em busca de explicações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) sobre a mudança do horário de expediente do Judiciário que, a partir do dia 1º de setembro, passa a ser das 12h às 19h. A decisão foi tomada após reunião entre parlamentares e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Leonardo Duarte, que lidera o movimento contra a redução do atendimento forense.
Na tarde de ontem, dois deputados, o líder do PMDB, Akira Otsubo, e do PSDB, Professor Rinaldo, reuniram-se com o presidente do TJ, desembargador Paulo Alfeu Puccinelli. “O presidente nos prestou esclarecimentos sobre a portaria e amanhã (hoje) apresentaremos aos demais deputados as explicações que nos foram repassadas”, disse o peemedebista.
De acordo com Leonardo Duarte, após a reunião da manhã, o apoio político da Assembleia foi importante. “Fomos muito bem recebidos pelos deputados. Notei que havia uma certa perplexidade entre os parlamentares pois primeiro o TJ enviou uma lei para mudar o horário de trabalho dos servidores. Como a proposta foi considerada inconstitucional, a presidência do TJ-MS decidiu pacificar a questão com uma simples resolução”, destacou o presidente da OAB-MS. O referido projeto foi enviado no início deste ano ao Legislativo, mas foi vetado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).
Cerca de dez deputados participaram da reunião com a comissão de representantes dos advogados, que chegaram a solicitar a realização de uma audiência pública para discutir a mudança. Para o deputado Paulo Duarte (PT), antes de analisar o mérito, há a questão constitucional. “A mudança afronta a Constituição estadual. E, no aspecto do atendimento, a população não pode ser prejudicada. Se há problemas de ordem financeira no Tribunal, isso deve ser resolvido com o Executivo”.
Anteontem, o TJ-MS oficializou a mudança do horário, das 8h às 18h para 12h às 19h, mantendo plantões e distribuição de processos no período da manhã.
Adin
O presidente da OAB reafirmou a intenção de ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal contra a decisão do TJ, que contraria o artigo 112 da Constituição estadual, que estabelece horário de atendimento das 8h às 18h.
“Vamos entrar com a Adin, mas não sabemos quando será julgada. Até lá, pode ser que o prejuízo à população já tenha sido causado. Então, estamos tentando resolver politicamente a questão, que pode trazer resultados mais rapidamente”, ressaltou Leonardo Duarte.
Segundo ele, além das entidades que já haviam manifestado apoio contra a mudança de horário, entre elas a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul e instituições ligadas ao comércio, o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul (Sindjus/MS) também está contra o novo expediente.
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