Roberto Costa
Sem renda fixa nem carteira assinada, a estudante Michelly encontrava dificuldades para realizar seu sonho: fazer uma cirurgia plástica.
"Qual banco faria um empréstimo para uma estudante que não tem renda fixa nem carteira assinada?", justifica Michelly Karoline Silveira, 21 anos, que está no terceiro ano de nutrição em uma faculdade de Campinas. A saída foi recorrer ao consórcio, uma forma de financiamento que tem crescido nos últimos meses, depois que grupos para pagamento de serviços começaram a ser oferecidos.
Assim que a nova lei dos consórcios entrou em vigor no país, em janeiro do ano passado, permitindo que as cartas de crédito dos consórcios pudessem ser usadas para financiar qualquer tipo de prestação de serviço, a estudante percebeu que não teria de esperar pela sua formatura e pelo seu primeiro emprego com registro em carteira para pagar sua prótese de silicone nos seios.
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), de janeiro a junho deste ano, o volume de negócios chegou a R$ 28,5 bilhões, valor 33,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, R$ 21,4 bilhões.
Com informações do Portal G1