O atentado foi o mais mortífero em semanas, num momento em que as tensões políticas estão aumentando no país em razão da falta de acordo para formação do governo - cinco meses após as eleições parlamentares - e à medida que se aproxima o fim das operações de combate dos EUA no Iraque, marcadas para o fim do mês.
Uma base militar perto da praça de Maidan, no centro, estava recebendo recrutas no momento da explosão. Forças iraquianas estão se preparando para a retirada das tropas dos EUA, que reduzirão seu contingente no país para menos de 50 mil soldados até o fim do mês. O número de feridos contabilizados pelas autoridades ainda varia, mas sabe-se que é superior a cem.
"Estávamos em uma longa fila. Havia também soldados e oficiais. De repente, houve a explosão. Graças a Deus somente minha mão ficou ferida", disse um recruta ferido enquanto os médicos do hospital Al-Karkh faziam um curativo em sua mão.
O local do ataque era o Ministério da Defesa na época do governo de Saddam Hussein e foi transformado em um base militar e centro de recrutamento depois da invasão liderada pelos EUA, em 2003.