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Banco do Brasil prevê crescimento de 21% no crédito rural

Banco do Brasil prevê crescimento de 21% no crédito rural

Redação

24/08/2010 - 17h15
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O Banco do Brasil prevê aplicar R$ 42 bilhões na safra 2010/2011, já iniciada, montante 20,7% maior do que na safra anterior, conforme documento divulgado nesta terça-feira.

As agências do banco operam, desde o mês passado, para contratação das linhas de crédito rural. Segundo a instituição, até a primeira quinzena de agosto, foram aplicados mais de R$ 2,5 bilhões, um aumento de 11,6% em relação ao mesmo período da safra anterior. Do montante, R$ 10 bilhões financiarão a agricultura familiar e R$ 31,9 bilhões atenderão aos demais produtores, diz o BB.

O volume de crédito rural aplicado pelo Banco do Brasil na safra 2009/2010 aumentou 14,2% em relação à safra anterior, somando R$ 34,7 bilhões, segundo a instituição.

Para agriculutura familiar, foram destinados R$ 8,7 bilhões, o que corresponde a um incremento de 22,7% em relação à safra 2008/2009. O restante de R$ 26 bilhões se destinou aos demais produtores e cooperativas, que receberam 11,6% a mais do que no período anterior. "Neste ano agrícola, o custo de produção foi, na média, relativamente 10% a 15% inferior ao custo de 2008/09", analisa Luis Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de agronegócios do BB.

Na safra atual, o BB contratou R$ 14,9 bilhões, dos quais 60,7% (R$ 9 bilhões) foram divididos entre o seguro agrícola e o Proagro, como forma de reduzir o impacto de intempéries.

A média histórica de inadimplência é de 2%, mas, com a crise de 2004 e as ações tomadas em 2007, a adminsitração das carteiras passaram a incluir custo e risco maiores de inadimplência. A carteira contratada a partir de 2007, ou a carteira não prorrogada, tem provisões, riscos e inadimplência menores.

Dos R$ 70 bilhões da carteira atual, R$ 60 bilhões correspondem às carteiras não prorrogadas ou contratadas a partir de 2007. A inadimplência para esse modelo era de 1,8% em 30 de junho de 2010, 2% em 31 de dezembro de 2009 e 2,2% em 30 de setemebro de 2009.

No total das carteiras, em 30 de junho último, foi apresentada inadimplência de 2,3%, que era 3,3% em dezembro de 2009, e 3,8% em setembro.

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