Sílvio Andrade, Corumbá
Ambientes como o Pantanal constituem capital natural renovável que se mantém e se auto-regeneram, definem Emiko Kawakami Resende e Walfrido Moraes Tomás, pesquisadores da mesma instituição. "Incorporam energia solar e convertem, por fotossíntese, matéria inorgânica em biomassa vegetal e, conseqüentemente, para o resto da cadeia alimentar. Quanto mais intacto, maior será o fluxo regular de bens e serviços, no que é essencialmente ilimitado", acrescentam.
Emiko e Tomás completam: "a conservação dessa região passa por definição de estratégia de uso sustentável de seus recursos, que garantam a manutenção da diversidade biológica, dos padrões de biodiversidade e dos processos ecológicos que regulam o ecossistema. Dessa forma, considerando-se todos os serviços ambientais e o capital natural oferecidos pelo Pantanal, sua conservação é estratégica e precisa ser refletida na definição de políticas públicas adequadas".
O comprometimento desse patrimônio da humanidade está na ação do homem. O desmatamento e a construção de hidrelétricas, no Planalto, e a presença de pecuaristas não adaptados à sua sazonalidade ameaçam a integridade da planície pantaneira, onde o desequilíbrio de seu regime hidrológico recai sobre a resiliência. Sub-regiões como o Paiaguás passam por déficit hídrico nunca registrado.
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