Um cidadão com deficiência visual teve problemas de acessibilidade ao tentar utilizar a porta que liga o edifício do Fórum de Campo Grande (MS) à Defensoria Pública e às Promotorias do Ministério Público. Ele foi barrado e impedido de passar pelo único acesso coberto entre os prédios, sob alegação de tratar-se de uma medida de segurança. Somente promotores de Justiça e defensores públicos têm acesso à passagem, através de um sistema de leitura de digitais.
O cidadão acionou a Ouvidoria do MPE (Ministério Público Estadual), onde fez uma reclamação que foi enviada para a 44ª Promotoria, que trata de assuntos de acessibilidade. A Promotoria de Justiça solicitou ao juiz diretor do Foro, Wagner Mansur Saad, a permissão de acesso para pessoas com deficiência, mas o pedido foi negado sob a alegação de questões de segurança. Assim sendo, o deficiente visual dirigiu-se diretamente à Ouvidoria do Poder Judiciário, alegando não desejar esperar negociações para solução do problema, por entender tratar-se de evidente desrespeito como cidadão.