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Enchentes poderão causar falta de alimentos no Paquistão em 2011, diz Oxfam

Enchentes poderão causar falta de alimentos no Paquistão em 2011, diz Oxfam

Redação

30/08/2010 - 01h30
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        A organização de caridade britânica Oxfam alertou que poderá ocorrer falta de alimentos no Paquistão devido às enchentes, não apenas nas próximas semanas mas também no próximo ano.

        

        

        Mais de 17 milhões de pessoas foram afetadas pelas inundações, que atingiram áreas do país correspondentes quase ao tamanho da Inglaterra.

        

        Um mês depois do início das enchentes, os esforços ainda estão concentrados no primeiro estágio, ou seja, resgate e retirada dos moradores das áreas afetadas.

        

        Os fazendeiros do país tem apenas um curto período de tempo para plantar, visando a próxima colheita, e este tempo está se esgotando rapidamente, aumentando o temor de fome no país. Além disso, lavouras inteiras foram afetadas e as águas invadiram grandes áreas cultiváveis.

        

        "O Paquistão não pode se dar ao luxo de esperar o fim dos trabalhos de emergência para iniciar a reconstrução", afirmou Neva Khan, diretor da Oxfam no país.

        

        Orla Murphy, porta-voz da Oxfam, acrescentou que o planejamento precisa começar agora para que os milhões de pessoas que tiveram que abandonar suas casas possam sobreviver não apenas nas próximas semanas, mas também em 2011.

        

        "Estamos entrando na principal estação de plantio no meio de setembro, as pessoas não conseguirão plantar na escala necessária", disse.

        

        Sul

        

        As águas da enchente tomaram uma cidade na província de Sindh, no sul do país e agora ameaçam mais cidades que estão sendo usadas como postos para entrega de ajuda.

        

        A cidade de Sujawal, de cerca de 250 mil habitantes, foi tomada pelas águas. A cidade próxima, Thatta, também foi afetada.

        

        As autoridades ainda estão tentando reconstruir os diques em volta de Thatta, que foi atingida pelas águas quando o rio Indus transbordou. No entanto, a inundação ainda avança pela cidade abandonada.

        

        "Fugimos com tanta pressa que não pegamos nem o que era nosso", afirmou Amena Bibi, mãe de quatro filhos, à BBC.

        

        "Estamos sentados aqui neste cemitério, debaixo do sol forte, procurando por sombra aqui e ali. Não temos nada para comer. A enchente levou nossas vacas e búfalos", disse.

        

        De acordo com a correspondente da BBC no Paquistão Jill McGivering, a falta de saneamento e as más condições de vida no país, podem levar a epidemias. Além disso, a quantidade de ajuda disponível ainda está muito abaixo da necessária.

        

        As enchentes no país deixaram cerca de 8 milhões de pessoas esperando por ajuda com urgência.

         

        (Com informações do Estadão e BBC Brasil)

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