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Sobrevivente de chacina recusa visto do governo mexicano

Sobrevivente de chacina recusa visto do governo mexicano

Redação

29/08/2010 - 21h00
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        O equatoriano que sobreviveu à chacina dos 72 imigrantes latino-americanos no Estado de Tamaulipas, nordeste do México, recusou o visto humanitário oferecido pelo governo mexicano.

        

        

        Freddy, ferido no pescoço durante a chacina, está sendo tratado por funcionários federais como uma testemunha protegida e, por motivos de segurança, foi transferido do Estado de Tamaulipas para um hospital militar na Cidade do México, a pedido do governo equatoriano.

        

        As autoridades federais mexicanas apenas aguardam a recuperação de Freddy para levá-lo de volta para o Equador, onde vai se reunir com sua esposa e outros familiares. Os pais do sobrevivente vivem nos Estados Unidos e ele planejava se encontrar com eles.

        

        O sobrevivente, de 18 anos, apontou o grupo de narcotraficantes Los Zetas, um dos cartéis mais violentos do México, com o responsável pelas mortes.

         

        

        Ameaças e identificações

        

        Os familiares do sobrevivente, que moram em uma comunidade rural ao sul do Equador chamada Ger, disseram à BBC que sofreram ameaças do traficante de pessoas que levou Freddy de sua comunidade com o objetivo de chegar aos Estados Unidos.

        

        Até o momento, as autoridades mexicanas conseguiram identificar apenas 31 entre os 72 mortos. De acordo com a Procuradoria Geral de Justiça do México, foram identificados um brasileiro, 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos e quatro guatemaltecos.

        

        Para conseguir identificar as 41 vítimas restantes, os investigadores estão analisando as impressões digitais, fazem fotografias das vítimas e retiram amostras de DNA.

        

        As autoridades mexicanas também encontraram o passaporte de um brasileiro entre os objetos das vítimas. E, no sábado, o Itamaraty divulgou o nome do brasileiro identificado e o nome que consta no documento encontrado.

        

        Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, foi identificado entre as vítimas. Os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados na fazenda em Reynosa, onde ocorreu o massacre. No entanto, o corpo desta segunda vítima ainda não foi identificado.

        

        Os dois eram do Estado de Minas Gerais e o Itamaraty já entrou em contato com as duas famílias.

         

        (Com informações do Estadão e BBC Brasil)

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