Pelo menos 16 pessoas morreram e 50 ficaram feridas em ataque com carro-bomba em um complexo policial no Paquistão nesta terça-feira, informaram autoridades, em mais um golpe em um país devastado por inundações.
A explosão na cidade de Kohat, noroeste do país, aconteceu horas depois que o Taliban ameaçou realizar mais ataques suicidas contra o governo e forças de segurança, que já enfrentam as piores enchentes da história do país.
"Muitas casas foram destruídas pela explosão. As pessoas estão tentando escapar", disse um repórter da Reuters no local.
O policial Dilawar Khan Bangash afirmou que os explosivos estavam em um carro estacionado perto das portas do complexo, mas ele não estava certo se foram detonados via controle remoto ou por um homem-bomba.
Militantes islâmicos mataram aproximadamente 120 pessoas em ataques suicidas a bomba desde que retomaram uma sangrenta campanha na última semana para derrubar o governo após um mês de calmaria durante as chuvas.
Um porta-voz do Taliban ameaçou na terça-feira mais ataques suicidas contra forças de segurança e escritórios do governo, em resposta à ofensiva aérea dos Estados Unidos contra membros do grupo em áreas habitadas por tribos.
"Os norte-americanos estão conduzindo ataques com a permissão do Paquistão e nós vamos nos vingar com ataques suicidas contra forças de segurança, polícia e escritórios do governo", disse o porta-voz do Taliban, Azim Tariq, em entrevista à Reuters por telefone.
"Esses ataques mataram dezenas de mulheres inocentes e crianças, mas a América nunca expressou pesar."
A retomada da violência e as enchentes, que já mataram mais de 1.700 pessoas e desabrigaram milhões, levantaram questionamentos sobre a estabilidade do Paquistão, visto por Washington como um aliado vital na guerra contra a militância.
Na semana passada, ataques aéreos mataram pelo menos 21 supostos militantes na região de Waziristão, perto da fronteira com o Afeganistão e descrita como um centro global de militantes.
(Informações do Estadão)