Segundo o responsável pela pesquisa de conjuntura divulgada hoje (15), Pedro Gonçalves, todos os setores de atividade obtiveram um desempenho positivo quando comparados os meses de julho deste ano e do ano passado. Descontada a inflação do período, o faturamento da indústria foi 6,6% maior, o do comércio, 6,7%, enquanto o de serviços cresceu 17,6%.
?O resultado pode ser atribuído à modesta base de comparação, já que em junho de 2009 a economia brasileira ainda sofria os reflexos da crise econômica mundial e as pequenas e micro empresas sofriam seu impacto. Além disso, a economia está em fase de crescimento, puxado principalmente pelo consumo do mercado interno, com a inflação sob controle, e pela elevação da renda do trabalhador?, disse Gonçalves à Agência Brasil.
De acordo com Gonçalves, ao menos 61% dos micro e pequenos empresários se dizem otimistas em relação aos próximos meses: 32% deles declararam acreditar que seu faturamento vai continuar crescendo; outros 29% contam com a manutenção dos seus ganhos. Os 37% restantes declararam não saber como o faturamento irá evoluir. ?Acreditamos que neste segundo semestre o ritmo de crescimento das vendas deverá ser mais moderado, mas a perspectiva é positiva?, atestou Gonçalves.
Em São Paulo, segundo o Sebrae, existem 1,3 milhão de micro e pequenas empresas. Ainda de acordo com a entidade, elas representam 98% do total de todo o setor empresarial do estado, gerando entre 5 e 6 milhões de postos de trabalho. A avaliação do Sebrae é de que, em julho deste ano, a receita total do setor tenha ultrapassado os R$ 24 bilhões. As micro e pequenas empresas são aquelas que contratam até 99 empregados no setor industrial e até 44 funcionários no ramo de comércio e serviços. Além disso, o faturamento anual da empresa não pode ultrapassar R$ 2,4 milhões.