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Posto fica sem médico pela terceira sexta-feira seguida

Posto fica sem médico pela terceira sexta-feira seguida

Redação

16/10/2010 - 07h38
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Pela terceira sexta-feira consecutiva, o posto de saúde do Bairro Tiradentes ficou sem médicos no período da tarde, o que obrigou os pacientes a procurar outras unidades ou ainda aguardar até as 19 horas, quando começaria outro plantão. O problema, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, tem sido causado pela debandada de médicos residentes da rede pública, que buscam empregos ou cursos de especialização em outros Estados.
A falta de profissionais causa transtornos para pacientes que, muitas vezes em condições delicadas de saúde, têm de se deslocar para outros postos distantes daqueles próximos a suas casas. Muitos não têm nem condições de pagar pela passagem do ônibus — em Campo Grande, a tarifa é de R$ 2,50.
O trabalhador Antônio Martins, de 44 anos, mora no Bairro Rita Vieira e foi até a unidade do Tiradentes, pois estava com febre, erupções e sangramentos no nariz. “Disseram que não tem médico e falaram para eu ligar no Samu, ver onde tem e ir para lá”, disse Antônio, que teria de se deslocar para o Bairro Coronel Antonino para ser atendido.
Em cerca de 20 minutos, pelos menos outras cinco pessoas chegaram ao posto em busca de médicos e tiveram de adiar a consulta. Enquanto isso, na unidade do Bairro Guanandy, havia cinco profissionais prestando atendimento à população.

Demissões
Segundo o secretário de Saúde, Leandro Mazina Martins, o problema é inevitável e foi causado pelos pedidos de demissão de médicos residentes (recém-formados), que atendiam às sextas-feiras no Tiradentes. “Isso é comum nesta época do ano, porque é o período em que os residentes fazem provas para especializações. Todo ano acontece isso”, explicou. A média de demissões, este mês, tem sido de seis por semana.
Segundo o secretário, a prefeitura está em processos constantes para contratar médicos, porém, existe dificuldade de encontrar profissionais na cidade. “Infelizmente, o número de médicos formados em Campo Grande é insuficiente”, analisou.

Atendimento
Mesmo com a ausência de profissionais, segundo a Secretaria de Saúde, todos os pacientes passam pela classificação de risco, feita por enfermeiros. Nos casos de urgência e emergência, os pacientes são levados por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para outra unidade.

Serviço
A escala de plantões nos postos de saúde para este fim de semana está disponível no site www.capital.ms.gov.br e pelo telefone do Samu (192).

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