São diagnosticados anualmente em Mato Grosso do Sul cerca de 550 novos casos de câncer de mama – 260 só em Campo Grande, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Já a mortalidade em razão da doença em todo o Estado é de 140 mulheres, por ano, segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O dado coloca o Estado em quinto lugar, entre as unidades federativas do Brasil, no ranking de óbitos em decorrência da doença.
Ontem, durante a 6ª Mobilização Contra o Câncer de Mama, realizada no Centro da Capital, foram entregues panfletos a fim de conscientizar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce da doença. “Elas precisam perder o medo e procurar o médico anualmente, depois dos 40 anos, para fazer a mamografia. Muitas têm receio de descobrir a doença e perder a mama, por isso vão protelando o exame”, disse a gerente técnica da Saúde da Mulher da SES, Hilda Guimarães de Freitas. A panfletagem integrou o Movimento Mundial Outubro Rosa, que concentra a realização de campanhas sobre a doença.
Depois da mamografia, se houver suspeita de diagnóstico para a doença, a mulher é encaminhada para um exame de punção ou mesmo cirurgia para extração de um pedaço do tumor e assim verificar se há células cancerígenas. Caso a resposta seja afirmativa, o médico vai optar, dependendo do estágio da doença, entre a retirada parcial ou total da mama; sessões de quimioterapia ou radioterapia. “A reconstrução da mama, caso ela seja retirada, com cirurgia plástica, também é oferecida pelo SUS”, completa a gerente.
Diagnóstico
A Associação Brasileira de Assistência a Pessoas com Câncer (Abrapec), em Mato Grosso do Sul, pontua que o diagnóstico precoce tem sido o ponto falho no sistema de saúde pública. “Ou por falta de interesse da mulher em realizar periodicamente a mamografia, ou por demora no atendimento”, disse Fátima Marques, assistente social da Abrapec na Capital, que atualmente atende 154 pessoas com câncer – dentre as mulheres, a maior parte com câncer de mama. A associação oferece, gratuitamente, auxílio psicológico, nutricional e fisioterapia.
Para realizar um exame de mamografia gratuito é necessário passar por um médico ginecologista que deve encaminhar o paciente. A interessada precisa se dirigir a um posto de saúde ou hospital e marcar a especialidade.
Existem no Estado 19 mamógrafos em funcionamento, que são utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS); seis deles estão na Capital. Na rede privada, o custo de uma mamografia gira em torno de R$ 80.
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