A construção dos chamados faunodutos na BR-262, que permitem o acesso dos animais de um lado para o outro da pista sem o perigo de serem esmagados pelos veículos, depende ainda de um monitoramento da fauna silvestre, para se definir os pontos mais críticos em relação a atropelamentos, e da metodologia a ser empregada, informou o Ibama.
O monitoramento definirá também os pontos de redução de velocidade e indicará as ações de mitigação de atropelamentos, cujo diagnóstico tem a participação do biólogo Wagner Fischer, que realizou os primeiros estudos nos anos 80/90. A maioria das oito mil mortes de animais em rodovias do Estado, segundo ele, ocorre na BR-262, entre Campo Grande e Corumbá.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que investe R$ 260 milhões na recuperação da rodovia, anunciou também uma cooperação com a Polícia Rodoviária Federal para intensificar a fiscalização no controle de velocidade e riscos de acidentes, principalmente nos locais de passagem de animais. Hoje essa fiscalização praticamente não existe.
O Brasil já tem estradas ecológicas – conhecidas em países da Europa –, mas nenhuma com um projeto abrangente como o previsto para a BR-262. Algumas, como a BR-290, que interliga a Grande Porto Alegre ao litoral gaúcho, e o sistema Anchieta-Imigrantes, que leva São Paulo à Baixada Santista, conquistaram prêmios pelas ações de conservação do meio ambiente.
Atualmente, a luta para salvar o meio-ambiente inclui o conceito de “carro ecológico”, que precisa de estradas ecológicas. Uma delas está sendo planejada na Finlândia em um trecho de cerca de 130 km com estações de carga elétrica e bombas de biocombustível. Tudo para estimular a adoção de tecnologias automobilísticas menos poluentes.
Estrada ecológica não significa aquela que cruza parques e reservas naturais, como a Transpantaneira e a Transamazônica, esta condenada por provocar desmatamento impiedoso e pelo abandono das populações tradicionais às suas margens. (SA)
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Faunodutos instalados em pontos mais críticos
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